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29/11/2003
Historias de gordo Cat.: Coisas que li por aí
Duas pequenas histórias de gordo. Apesar de ser gordo, não fui eu o personagem principal, e não as escrevi. Encontrei ao procurar no google umas coisas sobre gordos.
A primeira:
"Certa feita em Porto Alegre, a bordo de um lindo sobretudo preto, encorpado, de inverno, me fiz de gente importante e fui atrás de um chapéu para combinar com a tal roupa. Queria fazer um estilo Gangster de Chicago, ou algo parecido. Pergunta aqui, pergunta ali, fui sendo encaminhado então para uma loja a meia quadra da Voluntários da Pátria, ali nas imediações da Quadra Um. Loja antiga, variada, entrei e o vendedor começou a me dar chapéus para experimentar. Esse não deu, deixa ver....esse também não, mais um....ainda está apertado, ....deixa ver outro..... Aí fomos interrompidos pelo dono da loja, um senhor, velhinho, estilo Gepeto, que se aproximou devagar e disse, com uma fita métrica na mão:
- Chega aqui perto prá eu medir sua cabeça. Me aproximei, abaixei a cabeça até o alcance de suas mãos, ele mediu, sacudiu a cabeça e disse: - Nenhum vai servir. Só se fabricam chapéus até 60cm de boca, o senhor tem uma cabeça de 63cm !!
Puxa vida! Além de gordo, cabeçudo!
Até hoje uso o tal sobretudo sem chapéu. Dá um frio na careca!!! "
A segunda:
"O ano era 1990. Corre-corre do dia-a-dia dentro de um Hospital, as horas e os dias escorrendo por entre os dedos feito água, eis que sou um dia chamado ao telefone. Atendi e , entre surpreso e assustado, ouvi uma pessoa me dizer que era para eu ir até a Rouparia do Hospital, que tinham que falar comigo. Que era urgente!
O que teria eu feito? – me perguntei? O que será que eu estraguei? Quanto vou ter que pagar? Na hora apropriada, desci os catorze andares daquele enorme elefante branco que é o tal Hospital, perguntei daqui e dali. Fui adentrando portas e vendo caras que nunca vira antes. O caminho era longo, parecia estar naqueles filmes de suspense, passei da lavanderia, do necrotério (brrr), fui indo, perguntando, estranhando.
Finalmente cheguei ao tal local, me apresentei e então chamaram a chefe do setor.
-Tu que é o tal Silvano? -Sim. -O da Pediatria? -Isso mesmo. -O negócio é o seguinte. Nos mandaram fazer roupas, calças e jalecos para o Bloco Cirúrgico, as salas de atendimento, os andares. Quando perguntamos até que tamanho fazer nos pediram um tempo. Ontem nos ligaram e disseram que iam mandar um tal Silvano aqui para nós tirarmos as medidas. E bem que eles disseram : Se servir no Silvano, a roupa servirá em qualquer um!
A essas alturas não falei mais nada. Só o que fiz foi levantar braços para ser enrolado e enovelado pela fria Fita Métrica da tal costureira-chefe. E nem pude mesmo reclamar. Depois de prontas, as roupas realmente serviram em todo mundo. Até em mim. Foi o meu dia de Paulo Zulu daquele Hospital.
Senhor, tende piedade de nós! "
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26/11/2003
Não é nada de mais não Cat.: Sem querer me explicar e já me explicando
É só uma mistura de preguiça com nada de extraordinário para dizer com vontade de ficar ouvindo música e de assistir DVD.
E de não pensar em muita coisa, quando não sou obrigado a pensar.
E assim as coisas vão indo.

Ancorado por Cassio Silva | Link
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13/11/2003
Resumo de um dia que ainda não acabou Cat.: Ontem. Mas os outros dias tem sido meio parecido
Acordar às 06:30; Banho rápido e pegar um taxi, sem café da manhã, para ir correndo do hotel até o Aeroporto;
Check-in realizado, ida a farmácia para comprar remédio que esqueci no hotel; Lembrar que não deixou encaminhado um assunto e então procurar correndo a sala VIP da varig para liga o notebook, e ligar para o celular correspondente; Entrar no Avião e encarar duas horas e meia de vôo;
Almoçar no aeroporto de destino. Uma comida ruim; Entrar em reunião de um assunto complicado por quatro horas; Pegar um carro e ir de volta para o aeroporto; Jantar no aeroporto, no restaurante do lado. Outra comida ruim;
Entrar no avião para encarar mais duas horas e meia de vôo e escutar do comandante que deu um probleminha na partida do motor direito mas que não é nada grave. Ficar pensando besteira sobre o que o comandante falou. Escutar ele falar novamente que tudo estava normalizado e que iria partir. Pensar se acredita ou não; Dormir um pouco nas duas horas e meia de vôo.
Chegar no aeroporto e encarar uma fila de taxi, para pegar um motorista que não está nem aí para o pedido de ligar o ar-condicionado. Pensar se xinga o homem ou não.
Chegar às 23:45, no mesmo hotel que saiu de manhã. Agitado e sem sono, mas com o corpo moido.
Banho.
Olhar para o Notebook e pensar se liga ele ou não. Para que?
Jogar Age Of Empires II? Não vai dar tempo para um jogo de três horas como costuma jogar. Acessar a internet? Não estou com saco.
Melhor deitar e ficar com a TV ligada. George Foreman no Jô Soares. Simpático ele.
Não perceber o momento que dormiu, mas perceber que acordou com o relógio despertando.
Levantar e sair, novamente sem café, para tentar resolver os problemas que vão surgir por causa da reunião de ontem.
E perceber que além de não serem resolvidos, ainda surgem mais outros.
E ficar pensando no momento em que vai chegar no quarto de hotel e tomar um bom banho quente.
Ancorado por Cassio Silva | Link
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10/11/2003
"Nos dias de hoje..." Cat.: Coisas interessantes que leio por aí
Parte (quase total) da coluna de hoje do Carlos Alberto Teixeira, o CAT, no caderno de informática do jornal O Globo:
Estamos ..., envoltos numa densa nuvem de tecnologia, onipresentes gadgets e sufocados pelo excesso de informações. Na terça-feira da semana passada deu aqui no GLOBO uma ótima matéria relatando que o volume de informação no planeta dobrou em apenas três anos. De que adiantou esse crescimento tão assombroso? Sua vida melhorou tanto assim nesse mesmo período?
Quem dá seus primeiros passos nas trilhas da conectividade e dos computadores pessoais só enxerga maravilhosas e amplas possibilidades quando se vê diante de sua máquina, passeando pela internet. Mas mesmo em termos de crescimento e desenvolvimento pessoal, se você se der ao trabalho de sair perguntando à turma que já está a, digamos, dez anos ou mais nessa roda-viva, certamente terá surpresas. A primeira delas tem a ver com aritmética básica, ou melhor, com a capacidade de fazer contas. O uso das calculadoras e das planilhas está emburrecendo o pessoal. O que mais tem por aí é gente que lida com máquina há anos e cuja mente foi se atrofiando para o cálculo mental. Às vezes nem mesmo pegando lápis e papel o camarada consegue fazer uma divisão ou uma multiplicação. Ele se lembra do velho “arme e efetue” dos tempos de colégio, e talvez da tabuada, mas seu cérebro não treinou mais e se estagnou. O mesmo se dá com alguns no que tange ao poder de memorização. Junte-se a falta de prática à eterna correria dos dias atuais e veremos que são poucos os que têm oportunidades e aptidão para capturar e reter informações na memória. Agendinhas eletrônicas, celulares com centenas de números armazenados, bancos de dados, tudo isso fomenta um engessamento da nossa faculdade de lembrar. Até para discar um simples número de telefone a partir de uma anotação em papel, há casos graves de pessoas que não conseguem fazer a decorebinha instantânea dos oito algarismos duma vez só e, para digitar o número, precisam lê-lo em duas partes discando quatro dígitos de cada vez. Se a querida leitora se encontra nesse estágio, é hora de tomar urgentes providências. Faça palavras-cruzadas, brinque com jogo da memória, promova disputas com os colegas de trabalho de quem faz uma conta de dividir cabeluda em menos tempo, sei lá, invente. Mas não deixe seus miolos perderem o pique.
Outra coisinha que incomoda é escrever à mão. Quem se acostumou ao teclado do computador acabou se viciando. Depois que a gente passa da fase de catar milho e continua praticando, começa a desenvolver tal velocidade que vira um pesadelo pegar a caneta e escrever qualquer coisa. Com o passar do tempo, a letra se transforma em garrancho, o braço e a mão se cansam facilmente e acabamos voltando para o rápido teclado. Muitas vezes nem nós mesmos conseguimos ler uma anotação nossa a caneta depois de algum tempo, do tanto de horrenda que ficou a letra. A gente sai rabiscando as palavrinhas, mas a mente anda mais rápido que a mão, ó lerdeza, e nos desesperamos. E se realmente precisamos reler depois o que foi escrito, muitas vezes apelamos para abreviações e símbolos, o que é mais um fator de empobrecimento do texto manuscrito, tanto na forma quanto no conteúdo. Para tudo isso, do mesmo modo, a cura é a prática. Se você se vê nessa situação e ela lhe causa incômodo, trate então de se disciplinar. Escreva à mão cartinhas curtas para amigos e conhecidos. Talvez poemas. E depois vá tornando-os mais longos. Ou senão habitue-se a escrever um conciso diário, caneta no papel, como nos velhos tempos.
O próprio texto digital que produzimos está se corroendo, apodrecendo. A overdose de emails nos impede de ler tudo que chega, quanto mais responder. Quando se tem tempo para escrever um reply ou uma nova mensagem, já surgem de assalto outros temas velozes e novas pressões de tempo, fazendo com que não nos esmeremos devidamente na apresentação de nossas idéias e opiniões. O texto sai rápido, mas fica ralo. Nas salinhas de chat, o fenômeno é dez vezes mais grave. Nelas, a comunicação escrita virou um código truncado, limitado, imediatista e vazio.
Nossa própria capacidade de surfar na web nos transforma em mosquitos d’água, aqueles bem levinhos que conseguem pousar na superfície dum lago sem afundar e saem aos pulos, cruzando rapidamente a lâmina molhada. Quanto nos permitimos aprofundar num site? Nada, quase não nos damos esta oportunidade. Queremos a próxima página, o próximo link, rápido, vai, vai, senão não dá tempo. É tudo corrido, superficial, urgente, curto e compactado.
Cuidado, cara-pálida. Isso não vai acabar bem. Massificando-se esse comportamento, chegará uma hora que não teremos mais volta.
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08/11/2003
"Alguém... Cujo nome foi escrito na água!" Cat.: "a unica coisa que dedicaram a mim foi uma pedrada na testa quando eu era moleque"
Comprei um livro de contos hoje que mesmo que não fosse bom, o que não é o caso, eu quase teria obrigação de comprar, afinal o "vi" ser escrito ao longo de meses; Acho que dei a inspiração para um dos contos que consta no livro; e melhor de tudo: Um dos contos do livro é dedicado a mim e ao meu irmão.
O Livro se chama: "O filho do hipnotizador e outras histórias de estranhas pessoas" (editora Resson)

O Autor? A sim! é o Dennis do Caderno mágico. Talvez a maioria das pessoas que hoje caem aqui no porto vinda dos sites de busca (procurando por coisas sérias e outras coisas bizarras) não saibam que é o Dennis, mas as pessoas que antes vinham por aqui com certeza sabem que é o Dennis. Portanto não vou falar nada dele. Não precisa. Eu sei quem ele é.
Ele escreveu este livro a partir dos contos que coloca no Caderno Mágico, e dedicou grande parte dele as pessoas que o visitam lá, e como falei acima, entre estas pessoas, estou eu e meu irmão. E devo dizer que adorei o conto que me foi dedicado.
Quando fui comprar o livro hoje, na livraria pois não compro livros pela internet, me deu um branco na hora de falar o nome para a vendedora. e aconteceu o seguinte diálogo:
- O nome do livro é algo como "O filho do ventricolista". Digo eu - Ventricolista???!!! retruca espantada a vendedora. - É, aquele cara que fica com um boneco no colo. Explico - Ahhhh!!! Ventríloco!! me corrige a vendedora, com um sorriso que me pareceu entre divertido e irônico. - Opss... - Não tem nenhum exemplar não. - Acho que só saiu na internet por enquanto. Procuro depois.
E me afasto meio constrangido, meio envergonhado, e meio frustado por não ter comprado o livro (sim, eu sei que coloquei três metades, mas é que sou gordo, logo minhas metades são maiores).
Quando cheguei na parte de livros técnicos, ao tentar lembrar o nome de um livro de gerenciamento de projetos, finalmente me lembrei do "hipnotizador", e desta vez o livro foi encontrado.
Obrigado Dennis!
[Em tempo] O título do post veio de uma frase que está no conto a mim dedicado.
O sub-título do post veio de um comentário que o meu irmão deixou no livro de comentários do Dennis, agradecendo a ele.
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06/11/2003
Tempo.... Cat.: Escutando música
Ain't It Funny How Time Slips Away (Words and Music by Willie Nelson, 1962)
Well hello there, my it's been a long long time How am I doin', oh well I guess I'm doin' fine It's been so long now and it seems that It was only yesterday Mmm, ain't it funny how time slips away
How's your new love, I hope that he's doin' fine Heard you told him, Heard you told him That you'd love him till the end of time Well you know, that's the same thing that you told me Well it seems like just the other day Mmm, ain't it funny how time slips away
Gotta go now, guess I'll see you around Don't know when though, oh Never know when I'll be back in town But remember what I told you That in time your gonna pay
Well ain't it surprisin' how time slips away Yeah, it's surprisin' how time slips away
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