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30/10/2003

Pensamentos publicados em outro local
Cat.: Coisas que eu gosto de pensar

Ando escrevendo pouco por aqui, mas ontem escrevi em outro local

Ancorado por Cassio Silva | Link

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28/10/2003

Two Step - The thunderstorm version
Cat.: Coisas que escrevi e gostei de ter escrito.

No dia 11/06/2001 no Giants Stadium em Rutherford, NJ, A Dave Matthews Band tocou aquela que é uma das mais estranhas versões da Two Step. A mais estranha não por ser tocada de uma forma estranha, ou por ter algum convidado estranho. Ela é estranha pela circunstância de como foi tocada. E aquela que é considerada a mais "profética" de todas.

Ela era a última música da noite, já no bis.
Dave Matthews quase sempre começa Two Step declamando alguma coisa. E neste dia ele falou:

"Oh, darling, lay back.
In the crowd, not comfortable, stand and look above.
The clouds they opened up and had to let it down.
And while I played, there came a hand from skywards raining,
all we could say was let it rain until it washed us all away."


E começam a tocar. E então os céus se abrem e cai um dos maiores temporais já vistos em um show deles! A platéia ao invés de fugir da tempestade, simplesmente enlouquece. Enlouquece pois parece que a natureza resolveu participar do show, iluminando o estádio com raios, e mandando trovões como se fosse mais um percurcionista.

No mp3 desta música que eu tenho, é possível escutar claramente os trovões soando, e a cada um deles pode-se ouvir a platéia gritando como eu nunca escutei antes. E os caras da banda não se intimidam, continuam tocando, com toda a energia que normalmente Two Step é tocada. Dave resolve mudar a letra no final da parte cantada e canta isto:

"hey my love do you believe that we
might last and this love
rain down upon us all the same
love let it all drip and this shower
rode up well

come on and celebrate

celebrate we will
because life is short

but sweet for certain
we climb on two by two
to be sure these days continue
things we cannot change
just to be sure these days continue
things we cannot change

let it rain down
let it all down
hurting us now
over the city now
let the rain run
must go out
and rain drop down
it rain yeah yeah yeah


Mas poucos foram os que escutaram ele dizer isso, pois lendo os depoimentos daqueles que estiveram lá naquela noite, ficamos sabendo que todos dançavam:

"Eu não conseguia mais escutá-lo cantando, estávamos dançando e todos estávamos altos e maravilhosamente vivos. Durante a Jam, Dave veio para a frente do palco e dançou a sua dança maravilhosa e ficou molhado como todos nós.".

Outro falou, "Two Step foi uma exótica, eufórica e orgásmica experiência...Os deuses devem achar que "Two Step" é a melhor canção de Dave".
Outro: "Era como se nós estivessemos no video de Space Between"
Outro: "Isto não foi meramente um show da DMB, Foi um batismo!"
E mais um: "Tinha um senso de comunidade no estádio. Obviamente eu não posso dizer o suficiente sobre isso. Você tinha que estar lá. E se você estava, você sabe sobre o que eu estou falando."

Neste dia com a participação dos céus, a Jam foi um pouco diminuida pois os caras sentiram que tinham que ir logo para os bastidores: Os astros naquele dia eram outros. E depois que a música termina, e Dave agradece, ainda é possivel escutar mais um trovão.

Dizem, e isto não é comprovado, que tão logo a música terminou, a chuva parou. Eu acho que é boato.

Mas uma coisa é verdade: Eu queria ter estado lá naquela noite. Mesmo odiando chuva como eu odeio.

[Algumas explicações]

Dave Matthews Band - Uma banda incrivel da qual sou fã.
Two Step - Uma das melhores músicas da Banda. Sou fanático por ela.
Space Between - Uma outra música da banda, cujo clip é inteiramente passado debaixo da chuva.

E coloquei este post pois eu já o tinha escrito em outro blog, e não por aqui. E estou com a cabeça cheia demais por causa de situações complicadas no trabalho para escrever coisas novas.

Fui....

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22/10/2003

"A bolotinha borrachuda, escura, ... tinha gosto de bunda de ganso seca ao sol"
Cat.: Livros

O melhor momento da entrevista? Foi quando ela me perguntou quais os tipos de livros que eu costumava ler. Fui obrigado a dar uma risada. Claro que ela quis saber o motivo. E ela também riu quando eu disse que dos quatro últimos livros que eu li (ou estou lendo), três eram ligados a assuntos de gastronomia, cozinha, comidas.

Ela me perguntou se eu gostava de comer, e o que. Ao comentar que o meu prato predileto era feijoada, desandamos a trocar informações de restaurantes de SP (a empresa da psicóloga é de SP).

Mas antes que ficassemos ali falando sobre a qualidade das massas e pizzas das cantinas de SP, voltamos ao assunto dos livros, e comentei que apesar de serem livros ligados a gastronomia e comidas, não eram livros de receitas, e descrevi os livros.

Já falei de dois deles por aqui: "Conforte-me com maçãs" e "Histórias de cama e mesa". Mas não deixei registrado, ainda, o livro que estou lendo agora.

É o "Em busca do Prato Perfeito" do Anthony Bourdain, editora Companhia das Letras.

Antony Bourdain é um chef de cozinha americano, que ficou famoso ao escrever um livro, chamado "Cozinha Confidencial", onde descrevia os bastidores do mundo da gastronomia, falando de coisas que aconteciam lá na parte de trás das paredes dos restaurantes refinados, e que os clientes normalmente não vêem. No cozinha confidencial, que não li ainda, o Antony Bourdain falava de coisas assim (trecho de uma reportagem da Veja de 2001):

Carne bem-passada. Depois dos vegetarianos, os clientes mais odiados pelos chefs são os que pedem seu filé tostadíssimo – eles os vêem como uma sub-raça de paladar subdesenvolvido. Para tais fregueses (a maioria "jeca") são dirigidos os cortes que estão na geladeira há dias, às vezes já meio esverdeados. Depois de esturricados, não se percebe nenhum gosto diferente. Quando a carne está com data de validade no limite, vai para a "reserva do bem-passado".

Neste "Em busca do Prato Perfeito", o autor sai pelo mundo com o objetivo de comer. Pura e simplesmente comer. Mas não vai para lugares como França e Itália, paraisos da gastronomia. Ele vai para Marrocos, comer carneiro no deserto e depois fumar haxixe olhando as estrelas na noite do Saara; Para Portugal, assitir a matança de um porco que será devidamente comido posteriormente. Vai para Moscou, onde bebe vodka até não poder mais e mesmo depois de não poder mais, é ainda avacalhado por uma garçonete por estar bebendo pouco.

Até o ponto onde já li, ele passou também pela Espanha, Vietnam, Japão. Em cada um deles, além das coisas que vai comendo, descreve também um pouco da cultura; descreve os mercados municipais; Os hábitos dos habitantes, etc. E descreve tudo de uma forma muito divertida, com uma boa dose de humor caústico e, em alguns momentos (principalmente em um capítulo onde fala do pai), com traços de lirismo e melancolia.

Um aviso: Não esperem, ao ler sobre as comidas que ele come nos lugares, encontrar pratos maravilhosos. Para sentir como é, vale falar da promessa que ele fez a mulher dele quando começou a viagem: nunca comer cérebro de macaco vivo, como fazem na África, nem cachorro e gato no oriente. O resto valia tudo. E ele come de tudo. Até coração de cobra viva.

Ahh, o título lá em cima é a descrição de uma coisa que ele comeu no Japão, "Batata da montanha". Ele descreve:

"Na fila estava outra mistura, conhecida como "Batata da Montanha". Disso só consegui dar uma provadinha. Até hoje não sei do que se trata. Não tinha gosto de batata; não posso imaginar nada numa montanha que tenha o gosto tão ruim. Nem perguntei, com medo de o anfitrião interpretar a pergunta como entusiasmo e oferecer-me outra porção generosa. A bolotinha borrachuda, escura, tinha gosto de bunda de ganso seca ao sol e salgada, um sabor fortíssimo e péssimo. A guarnição eram umas coisas enroscadas como vermes. Tão asquerosos que meu paladar ocidental simplesmente não deu conta."

Vale a informação que o Bourdain já veio ao Brasil, adorou a feijoada; a comida baiana, e que no mês passado ele voltou ao Brasil e saiu na VejaSP uma reportagem onde ele foi ao mercado municipal de São Paulo, comer e falar sobre as delicias de lá.

Como o Sanduiche de mortadela do Bar do Mané. Para quem não conhece este sanduiche, aqui está a foto dele:

Hummmmm... Só de olhar....Me vem logo na cabeça, e na boca, a lembrança deste sanduiche... Quando é que eu vou a São Paulo de novo??? Deixa eu dar uma olhada na minha agenda :)

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Sendo vasculhado
Cat.: investigações

Passei a manhã fazendo uma entrevista com uma psicóloga. É um programa da empresa para "avaliação de potencial". Uma entrevista onde eu deveria falar de mim e depois fazer algumas atividades. Tudo anotado por ela, que depois pegará estas informações, colocará no liquidificador, baterá com três claras em neve, gotas de limão e gerará um relatório que será apresentado, daqui a um mês e pouco, para o meu chefe e para mim.

Se eu fosse o único a fazer isso, ficaria preocupado, mas com quase todo mundo da empresa passando pelo mesmo programa, ficou mais fácil de fazer.

O momento ruim da entrevista foi quando tive que responder a um questionamento de como eu me via daqui a cinco anos. Como falar de uma coisa que não passa pela minha cabeça normalmente? Como falar para a psicóloga que não me importava nem um pouco com isso? Como resistir a tentação de responder a ela o que primeiro me passou pela cabeça, "Me vejo com 45 anos"? Acabei respondendo abertamente.

Mas o pior veio depois. Uma das atividades era escrever uma redação de umas 20 linhas, que deveria ter como título: "Perspectivas 2013". Caramba. Se para cinco anos já foi um sacrifício, imagine daqui a 10 anos!!! Tentei fazer o possível.

E tudo isso para no final falar para o que eu sirvo. Me fez lembrar de uma explicação que dei ontem sobre isso:

- É um programa que tem lá na Empresa. Avaliação de Potencial. Vou passar a manhã toda nas mãos da psicóloga. Primeiro uma entrevista e depois algumas atividades que devem mostrar para o que eu sirvo.
- E pra que vc serve??? :)
- Sei lá. Acho que para nada...

O melhor momento? Vem em outro post.

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Só para deixar registrado
Cat.: Pessoal. Muito pessoal

Estou cansado, cansado, cansado, cansado,...
Muito cansado...

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19/10/2003

E para complicar mais ainda, é o primeiro domingo do horário de verão.
Cat.: "É fantástico!!"

Infelizmente não sei quem desenhou esta charge. Nem me lembro onde foi que a encontrei, a vários meses atrás.

Ancorado por Cassio Silva | Link

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12/10/2003

Maybe
Cat.: Coisas antigas que escrevi. Este foi publicado aqui no porto em Novembro/2002.

Ele estava sossegado no canto dele, sentado no meio-fio, sem pensar em nada.

Brincava de rabiscar com um galho seco de árvore a poeira da rua sem calçamento. Fazia isso muitas vezes. Sempre sozinho. Não tinha muitos amigos nem companheiros da sua idade. Ou os garotos eram mais velhos que ele e às vezes o faziam de bobo, ou eram mais novos e só pensavam em brincadeiras que não o interessavam mais. E ele nem ligava muito para isso. Ou pelo menos pensava assim.

Viu quando o pai surgiu na esquina com uma senhora ao seu lado. E ao lado daquela senhora, estava ela.

- Vem cá moleque. Deixa eu te apresentar uma pessoa. Este aqui é o meu filho, Dona Marli. Caladão como ele só, mas um bom garoto. Fala com ela, menino. Cumprimenta ela menino...
- Boa Tarde.


E ficou todo encabulado. Não pela Dona Marli, que a esta altura nem importava nada, mas sim por ela. Nem prestou atenção à conversa dos outros dois. Queria fugir dali. Por ela.

Descobriu o horário que ela passava para ir a escola, e sempre dava um jeito de correr para a rua para vê-la passar. Às vezes ficava escondido no alto de uma árvore, às vezes atrás de uma cerca. Na maioria das vezes, sentado naquele meio-fio preferido. Nunca falava nada, pois um garoto de 11 anos nunca tinha muito que falar naquela época. Ainda mais ele. Ainda mais com ela, que era linda. Ele ficava nervoso só de pensar na hipótese.

Um dia ele mudou de escola, e passaram a estudar na mesma sala. E conforme iam crescendo, a distância entre eles foi diminuindo. Acabaram ficando amigos. Conversavam conversas comuns, de adolescentes alegres e brincalhões. Nada mais do que isso. E ele sempre olhando para ela.

E sempre olhando para ela, um dia ele viu que um garoto chegou junto. Ele então preferiu ficar junto com uma amiga dela. Não era a mesma coisa, mas depois de tanto tempo, talvez já não estivesse mesmo interessado nela tanto assim. Mas se não estava, porque não gostava de ficar por perto quando ela não estava sozinha?

E assim a coisa foi rolando, andando, navegando. Ele se mudou, começou a trabalhar, viajou. Parou de pensar nela.

Um dia ele voltou, porque todo mundo sempre volta. Num shopping viu quando ela saiu de uma loja de mãos dadas com uma menina pequena, muito parecida com ela. Ele sabia que era ela, pois, de tanto que ele a tinha olhado, conhecia as marcas no rosto, o detalhe do dedo mindinho curto e um pouquinho torto, o jeito de sorrir. Ela tinha envelhecido também, mais ainda era uma bela mulher. E sorria da mesma forma que aquela menina que ele viu pela primeira vez quando estava sentado no meio-fio.

Ele agora não estava mais sentado no meio-fio, pois nem meio-fio confortável as ruas de hoje em dia tem. Mas sentado onde estava, tomando um café, ajeitando os óculos para ler o jornal, se sentiu como aquele menino do meio-fio. Talvez por não ter dito nem um "olá". Por ter deixado passar novamente. Algumas coisas não mudam nunca.

Colocou o fone do discman, acertou para tocar uma música que ele gostava, bebeu o café.
Resolveu que o melhor era talvez deixar para lá. Ou talvez não. Não sabia...

maybe i will wait for you here
maybe i will hold you
maybe i will wait
maybe i will go in
maybe i will wait for you
and baby i will go there too
and maybe i will hold you up when your down
and maybe i will run like a scared scared child away
and maybe i will reach up
and maybe i will pray for you not to go
maybe i will
maybe i won't
you don't know
don't know
don't know

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11/10/2003

Um post que não escrevi, mas que muito bem poderia ter feito
Cat.: Coisas de viajantes.

Às vezes uma viagem de trabalho pode ser um oportuno distanciamento dos problemas cotidianos. Em especial se você pode chegar na noite anterior à missão propriamente dita e descansar um pouco num hotel.

A gente fica um pouco com a gente mesmo e experimenta a essência dos dois lados da solidão: aquele em que, digamos, se saboreia sozinho um jantar, parando para filosofar em silêncio entre uma garfada e outra, ou para explorar os arredores desconhecidos num passeio sem destino. E aquele em que sentamos na cama, controle remoto na mão, e nos damos conta de como, no fundo, os quartos de hotel são todos iguais; de como a televisão pode ser aquele abismo amorfo que nos olha de volta; de como fazem falta as trapalhadas de sua família na periferia daquele filme denso a que você quer assistir apenas para entrar em contato com suas emoções perdidas no tempo.

Então, liga-se para casa, meio que tentando esconder a própria aflição, e ouve-se do outro lado da linha a voz da filha entre risadas e traquinagens -- o som da despreocupação absoluta. E pronto, estamos salvos.


O Texto acima foi escrito pelo André Machado no seu blog.

Quando li o post dele, indicado pela Alê, me identifiquei de imediato. Tudo que eu penso sobre viagens de trabalho está descrita, muito bem por sinal.

Só acrescento que quando se viaja muito, como eu, acabam surgindo "anticorpos", para ajudar algumas dificuldades passageiras.
E que no meu caso, o voz não é da filha, e sim do filho mais novo, pois o mais velho quase nunca fala ao telefone.

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10/10/2003

"Que a noite se encha de música"
Cat.: Coisas que gosto

Que a noite se encha de música
Que as tribulações que povoam o dia
desmontem suas tendas, como fazem os árabes,
E partam igualmente silenciosas

Trecho de um poema de Longfellow que li hoje a noite em um livro.
Não tenho maiores informações sobre o poema de onde ele foi retirado. O que é uma pena.


[E encontrei o poema original]

E vasculhei o google tanto que encontrei o poema original (em inglês) de onde o trecho foi retirado:

The Day is Done
Henry Wadsworth Longfellow

The day is done, and the darkness
Falls from the wings of Night,
As a feather is wafted downward
From an eagle in his flight.

I see the lights of the village
Gleam through the rain and the mist,
And a feeling of sadness comes o'er me
That my soul cannot resist:

A feeling of sadness and longing,
That is not akin to pain,
And resembles sorrow only
As the mist resembles the rain.

Come, read to me some poem,
Some simple and heartfelt lay,
That shall soothe this restless feeling,
And banish the thoughts of day.

Not from the grand old masters,
Not from the bards sublime,
Whose distant footsteps echo
Through the corridors of Time.

For, like strains of martial music,
Their mighty thoughts suggest
Life's endless toil and endeavor;
And to-night I long for rest.

Read from some humbler poet,
Whose songs gushed from his heart,
As showers from the clouds of summer,
Or tears from the eyelids start;

Who, through long days of labor,
And nights devoid of ease,
Still heard in his soul the music
Of wonderful melodies.

Such songs have power to quiet
The restless pulse of care,
And come like the benediction
That follows after prayer.

Then read from the treasured volume
The poem of thy choice,
And lend to the rhyme of the poet
The beauty of thy voice.

And the night shall be filled with music
And the cares, that infest the day,
Shall fold their tents, like the Arabs,
And as silently steal away
.



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09/10/2003

Um buraco na estrada
Cat.: Diário de um nômade

Finalmente cheguei, não em casa ainda, mas em "terreno conhecido".

Esta viagem tem sido terrivel. Desde domingo passado enfrentado hoteis totalmente fora do meu jeito (e nem sou tão exigente assim); Camas desconfortáveis; Noites de sono agitadas; aeroportos demais; correria demais; Gente demais.

Sem falar o trabalho, mas isso era esperado.

E hoje, mal o avião levantou vôo, pegou a pior turbulência que já vi em todos estes anos de viagem. Já estou bem "curtido" para turbulências, mas a de hoje foi terrivel. Eu vi claramente o avião ser jogado de um lado para outro; todo mundo a minha volta de olhos arregalados, assustados. Normalmente brinco que em viagens com muita turbulência a estrada estava esburacada. Se é assim, hoje o avião pegou uma cratera daquelas de arrebentar pneu de caminhonetes 4X4.

Mas agora, pelo menos por dois dias, uma pausa.

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02/10/2003

Para quem possa se interessar
Cat.: Aviso

Não parei de blogar não, ok?

É que estou tendo que estudar uns assuntos que estão me tomando todo o tempo livre, que já é diminuto.
Mas assim que eu terminar este módulo, daqui a alguns dias, retorno.
Não com força total que já não tenho fôlego para isso, mas volto a escrever de vez em quando.

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