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31/05/2003

Ainda estou com o pé nesta estrada.
Cat.: Sei lá.





Why won't you run
in the rain and play
Let the tears splash all over you


Estive pensando uma coisa.

Quando uma pessoa nasce, ela está vivendo no seu primeiro ano de vida.
Quando completa um ano, ela passa a viver no seu segundo ano de vida.
Quando completa dez anos, entra no seu décimo-primeiro ano.
E quando uma pessoa completa quarenta?

Neste caso, ela passa a viver no seu ano de número 41.

Talvez este pensamento meu esteja errado matemáticamente. Talvez não. Mas eu prefiro me pegar nele.
Prefiro ficar com ele, pois posso ficar pensando neste número especifico: 41.
E ele tem um significado muito especial para mim, pois é o número que dá título a música que eu escolhi para ser a minha.

E coloquei ela para tocar. E fiquei olhando para o relógio.
Estou meio sozinho aqui, pois todo mundo aqui de casa já foi dormir e eu estou ainda sem sono.
Cheguei de viagem tarde, fiquei com eles um pouco, e não podia pedir para que ficassem acordados.
Para que? Para olhar o relógio comigo?

Não ligo para estas coisas.

Mas sei lá. De repente me veio na cabeça a idéia do número redondo.
E não foi como foi nos 20 ou nos 30.

Let the tears splash all over you

Ainda falta alguma coisa para andar.
Mas não é muito mais.


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29/05/2003

Um dia, um cara "cantou" isso
Cat.: Coisas que leio aqui e ali e que eu gosto

"...fear is the mother of all problems, come on, spread the love and joy"

DM em 2S de 05/05/2001

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Cansado
Cat.: Diário.

Muito cansado. É como estou.

Especialistas classificam o meu trabalho de "sedentário" já que passo a maior parte do tempo sentado, não "pego no pesado". Mas PQP!, tem dias que parece que carreguei tijolos para o alto de uma construção de um prédio de sei lá quantos andares.

Um cansaço mental, fruto de um dia inteiro de reuniões, de cálculos, de planilhas, de pensar em cima de coisas, de falar que coisas estão erradas, de ouvir reclamações, de fazer reclamações. Nem vale a pena ficar aqui detalhando. Não vou descansar se fizer isso.




Depois de ligar para casa, vi que estava na hora da novela das sete. Mas olhei para a TV e o controle remoto estava lá, em cima dela. E cadê vontade de levantar para pegá-lo? Tudo bem a novela é divertida e ia me distrair, mas amanhã tem outro capítulo. Mas e o Jornal Nacional? Bem...Não deve ter acontecido nada de mais no mundo hoje. Se aconteceu, não vou poder fazer nada mesmo para mudar.

Coloquei música e me recostei para escutar. E lembrei da torta holandesa que comi no almoço. Um creme branco com uma cobertura de chocolate amargo. Lembrei também que comprei uma fatia para trazer para o hotel e que ela estava na geladeira. Acabei levantando para pegá-la e junto veio o controle remoto.

Mas ao resolver usá-lo, onde é que eu o tinha colocado? Olhei para todos os lados e cadê o bicho? Estava na minha frente. Só vi uns dez minutos depois.




Ainda bem que arrumei a mala logo ao chegar, antes mesmo de tomar banho. Senão ia ser difícil levantar daqui para dar um jeito nela.




Corro o risco de dormir sentado aqui mesmo.




Viu? o que falei? Não aconteceu nada de importante no mundo hoje. Nem precisava ter ligado a TV.
Acho que se eu tivesse visto um programa de culinária mostrando como fazer uma torta holandesa, teria me distraido mais.

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27/05/2003

Fog
Cat.: Diário enfumaçado de um Nômade

Adoro nevoeiros.


Não é a Airton Sena, mas lembra um pouco o que eu vi.


Indo hoje de São Paulo para São José dos Campos de manhã cedo, pegamos um nevoeiro na Airton Sena (para quem não é de São Paulo, uma estrada que serve como alternativa à Via Dutra num trecho logo na saida de São Paulo).

Eu mesmo nunca dirigi em nevoeiro, e nem sei como seria, mas acho que não ia gostar muito. Me lembro bem de histórias que conversei com amigos que tiveram que dirigir em nevoeiros, na serra de Petrópolis por exemplo, e sempre fico pensando na dificuldade de dirigir em estradas assim. Mas hoje eu era passageiro e aproveitei para curtir um pouco.

Mas logo no inicio eu não vi, pois mal saimos de São Paulo comecei a dormir no carro. Mas ao pararmos num posto de estrada para um café, vi que estavamos debaixo do nevoeiro. Enquanto esperava o meu colega de viagem fazer um "pipi break", fiquei olhando a névoa e lembrando dos invernos de infância, quando ficava soprando fumaça nos dias frios.

E aproveitando que não tinha ninguém por perto, fiquei brincando de soprar fumaça. Até que o meu colega chegou e entramos para tomar um chocolate quente e um pão de queijo.

Amanhã volto a passar pelo mesmo caminho. Tomara que tenha mais nevoeiro

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25/05/2003

Colocando o ouvido para dançar.
Cat.: Coisas que eu escuto. E Gosto muito

Leahy! Um grupo canadense tocando músicas celtas. Ótimo Album  
Segundo album do Leahy. Não tão impactante quanto o primeiro, mas ainda assim, muito bom.

Leahy. Uma familia canadense. Cinco mulheres (Lindas! Uma delas, a baixista, se chama Siobheann - Que nome lindo.) e quatro homens (me abstenho de comentários sobre eles.) tocando músicas celtas, folks, rock, pop, country, classicas.

Estou apaixonado pelo primeiro disco deles, chamado só de Leahy. Coisas ótimas como: The Call to Dance Medley, B Minor, McBrides e Czardas - uma música tradicional húngara.

Pelo que andei lendo, deve ser muito bom assistir um show deles, cheio de danças e performances. E violinos e baixos e guitarras e baterias. E danças...

Foto de um show que eles fizeram no dia 23/02/2003 Casino Rama - Orillia, ON

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24/05/2003

Tha 'm muilinn dubh air thuraman
Cat.: É madrugada de sábado

ciamar a ni mi dannsa direach
ciamar a ni mi ruidhle bhoidheach
ciamar a ni mi dannsa direach
dh'fhalbh am prionn aig bonn mo chota

dh'fhalbh am prionn a h-uile cli mi
dh'fhalbh am prionn aig bonn mo chota
dh'fhalbh am prionn a h-uile cli mi
ciamar a ni mi ruidhle bhoidheach

's iomadh rud saoil sibh
's a'mhuilinn dubh, 's a' mhuilinn dubh
's iomadh rud saoil sibh
's a' mhuilinn dubh o shamhraidh

tha 'm muilinn dubh air thuraman
tha 'm muilinn dubh air thuraman
tha 'm muilinn dubh air thuraman
's e togairt dol a dhannsa

tha nid na circe-fraoiche
's a mhuilinn dubh, 's a' mhuilinn dubh
tha nid na circe-fraoiche
's a mhuilinn dubh o shamhraidh


Não se preocupe. Não estou doido, nem o meu teclado está com defeito.

Esta sopa de letrinhas aí de cima é a letra de uma música celta chamada "Sleepy Maggie". Conheci esta música baixando meio por acidente. Eu estava lendo um fórum de Bluegrass, quando surgiu no meio das mensagens o nome Ashley MacIsaac, um violinista Alternative Folk-Contemporary Celtic-Fusion-Adult Alternative Pop/Rock, claro que fui no Kazaa procurar e a primeira música que baixei foi justamente "Sleepy Maggie", e na primeira audição, eu fiquei hipnotizado por esta música. Não consigo nunca escutar ela uma vez só. Para quem quiser, lá no Kazaa é relativamente fácil de conseguir.

Quem faz o vocal da música é uma mulher, Mary Jane Lamond, que canta uma letra completamente irreconhecivel. Está certo que meu ingles não é muito bom, mas eu não estava entendendo nada. Dei um tempinho nela, deixei passar alguns dias, e hoje retomei a pesquisa. E acabei achando a letra que ela canta. E ela canta em Gaélico!. E se meu inglês já é bagaceira, imagine como é o meu Gaélico.

"OK!, você gostou da música, é sendo mais uma daquelas músicas estranhas que voce escuta, claro que ninguém conhece, e ninguém vai se interessar em conhecer também. Então qual o motivo de fazer um post para isso?" Pode perguntar alguém mais afoito e que, tendo lido até aqui, Já esta irritado com tanta besteira junta.

É que eu gostei de olhar aquela sopa de letrinhas lá de cima. Coloquei a música para tocar e fiquei tentando acompanhar a mulher cantando. E a letra não batia!!! Comecei a achar que eu tinha sido enganado, quem sabe uma pegadinha? Mas de repente fez-se a luz. Lá pela décima vez que a música tocou, notei que o trecho "tha 'm muilinn dubh air thuraman" começou a "se encaixar" com uma passagem da música.

E nesta hora comecei a rir.
Rir de contentamento de ter conseguido achar a letra da música e ter "encaixado" ela com a música.
Rir da minha bobeira de ficar fazendo isso, em plena madrugada de Sabado. Mas que eu poderia fazer, sendo casado e com o pessoal todo dormindo?
Rir de contentamento por ser madrugada de sábado, e lembrar que amanhã não tenho nada para fazer, e posso então ficar pesquisando por músicas estranhas, celtas, folks, sem me preocupar em acordar cedo.

Começo a achar que esta letra é mágica.

[Em tempo]

Pesquisando um pouco mais, acabei achando uma página com a tradução para o inglês de uma parte da música. E o "tha 'm muilinn dubh air thuraman" quer dizer "The black mill is moving around".

Assim:

tha 'm muilinn dubh air thuraman
's e togairt dol a dhannsa


foi traduzido para:

The black mill is moving around
And we expect to go dancing


[Explicando]

O Bluegrass que eu falei lá em cima, é uma vertente da música country americana. Nada daquelas coisas chatas de sertanejos do interior de São Paulo (Nada contra o interior de são Paulo, vejam bem), mas uma música bem elaborada, e dependendo de quem está tocando, bem sofisticada. Eu gosto bastante de Bluegrass.

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22/05/2003

Saudades
Cat.: Lembrando uma data

Se ele fosse vivo, Hoje meu pai estaria fazendo aniversário.

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Sem muito o que falar
Cat.: E estou com preguiça

Para que este canto não acumule poeira, e não pareça descaso meu com os amigos, vou pedir ao Laerte para me ajudar um pouco.




(tomara que ele não descubra um dia que usei tirinhas dele por aqui, quando a preguiça de pensar estava grande.)

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19/05/2003

"AHHHHH CABEI!!!"
Cat.: Varias besteiras enquando passa uma novela chata na TV e o download segue lento que só

Bem que eu notei que estava alguma coisa errada por aqui. Eu tinha esquecido de apagar a luz do quarto. Estava muito claro.




Esta novela das oito é muito chata. Devia se chamar "Mulheres desesperadas, doidas para dar...", Tem até uma ajudante de um padre que pelo visto morre de ciumes dele e também tá doida para "confessar" com ele. Ainda bem que eu não vejo esta porcaria. Só estou dando uma olhadinha, antes de jantar, na novela das sete, afinal é divertida, doidona e tem a Danielle witcheiniksdsdlassdlss..(Não sei escrever o nome dela)




Aproveito para ver o que andam procurando, e o que eu encontro?
como o chefe deve fazer para a cabar com fofocas

O que pensar disto? Eu acho que é um cara, recém saido de um MBA da vida, que foi colocado como chefe de uma turma de adolescentes e está desesperado em colocar todo mundo nos trilhos da produtividade. E isso não ensinaram no MBA. E eu acho que nem aqui, mas ele pensa que sim.
E também costumava muito usar a expressão que coloquei lá no título, só pode.




Minha mulher me falou outro dia que Uerj estão realizando um curso de português, e me falou para fazer. Acho que estou precisando. Hoje fiquei na duvida de quando usar "isso" ou "isto", entre outras dúvidas.




Sem falar que estou precisando de óculos. Ou então lendo muito rápido.

Hoje recebi um email de uma amiga, onde tinha uma frase assim: "E entreguei para a minha chefe que acabou xerocando e distribuindo", e eu li "Xerecando e distribuindo". Fiquei pensando como é que a chefe dela tinha feito isso (ou será isto?).

Outro indício: Entrei no site do UOL e estava escrito isto (ou será isso?): Bichos Animados: Começou a semana camelando? Envie já
E eu li: Começou a semana Caramelando? Envie já




Acabou "Mulheres doidas para dar" e começou um filme de porrada. Beleza. Não estou muito a fim de "coisas cabeças" hoje.




Peguei uma estranha mania de observar os números que o w.Bloggar me informa como sendo os números dos posts. Este por exemplo é o 94609421. Sei que não é nem um pouco útil isto, mas sei lá por que passei a fazer.

Outro dia mandei publicar um post e ele era o de número "94544999". Mandei correndo um outro post só com um ponto, para ver se eu conseguia ficar com o post de número "94545000", mas só recebi o de número "94345003". E não tinha se passado nem 10 segundos.
Então fui lá e apaguei o post.




Isto tudo, ou isso tudo, como preferirem, só mostra que estou ficando velho mesmo....

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Conversas num taxi
Cat.: Tempo

Sempre que venho aqui, costumo chamar o mesmo motorista para me levar onde vou trabalhar. Já trabalho com ele a muito tempo e acho que até já falei dele por aqui. Hoje, na volta para o hotel, estavamos conversando, e acabei ficando desanimado. Ele começou me falando do aniversário dele ontem:

-Fiz aniversário ontem!!
-Legal! Meus parabéns.
-Você também está para fazer aniversário não? - Ele tem uma boa memória
-Sim, tá chegando a hora, mas ainda faltam alguns dias. - Digo meio contrariado com a lembrança.

Depois de uns segundos de silêncio, quando fiquei meditando sobre o ato inexorável de envelhecer, volto a falar

-E eu já vou para os quarenta... (ele deve ter uns sessenta)
-É. Passa rápido mesmo. Quando você é criança, o tempo demora a passar. Depois você fica jovem e o tempo passa mais rápido. Cada vez mais rápido. Até chegar aos quarenta.
-Quando então o que?? - Pergunto esperançoso e ansioso...
-Quando então o tempo passa mais rápido ainda - Diz ele rindo, talvez da minha cara de desânimo.

Achei melhor então mudar o rumo daquela prosa e puxar papo sobre o problema do carro dele.

[Consultando o Aurélio]

inexorável (z). [Do lat. inexorabile.] Adj. 2 g.
1. Que não se move a rogos; não exorável; implacável, inabalável: "Pois sempre aos pés de inexorável Siva / O fraco é devorado pelo forte!" (Raimundo Correia, Poesias, p. 223.)
2. Austero, reto, rígido.
[Pl.: inexoráveis.]

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18/05/2003

Os incomodados que se mudem
Cat.: Diario de um Nômade

Depois de um vôo legal, com um céu claro permitindo uma visão linda do Rio de Janeiro, chego no hotel, e me estabeleço para uma tarde tranquila, para poder trabalhar um pouco e descansar muito.

E estava tudo indo bem quando, no quarto ao lado, entra um pessoal super barulhento. Falando alto, ligando a tv numa altura tal que eu, com fone de ouvido, podia escutar tudo que se passava por lá, mesmo com a minha tv desligada. Não tive dúvidas em pedir para me trocarem de quarto.

Me pareceu que o pessoal que entrou lá era estrangeiro, pois eu não entendia o que falavam. Perguntei isso para o mensageiro que veio me trazer a chave do novo quarto, e ele falou que não. Falou que eles subiram com latas de cerveja na mão, então conclui que não entendi nada do que diziam devido ao alto teor alcóolico na conversa deles.

Como não queria passar o resto de noite tendo uma zoeira como companheira de quarto, me mudei e agora sim, vou escutar as minhas músicas e ficar tranquilo.

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Inventário da Bienal do Livro
Cat.: Diversões em família

Fomos ontem na Bienal do Livro que esta acontecendo no Riocentro. Sempre é muito cansativo, pois são quilômetros de avenidas e Stands, mas sempre é divertido, ainda mais quando se gosta tanto de estar no meio dos livros, como eu gosto. Como eu só não, as crianças também adoram. E conseguimos convencer o meu filho mais velho a ir com a gente. Ele já esta naquela idade de que sair com os pais é um sacrifício enorme. E consegui convencer ele a almoçar comigo, coisa que a muito tempo ele não faz.

Diferente das outras bienais, que percorremos juntos, desta vez resolvemos nos separar para resolver o eterno conflito de interesses que surgem, quando cada um quer ver uma coisa. E foi legal, pois sempre nos encontravamos pelos corredores e ficavamos mexendo uns com os outros e vendo o que cada um tinha comprado.

O mais novo aproveitou para comprar cartas daquele jogo de cartas com um estranho nome japones que esta fazendo sucesso entre as crianças. Juro que tento entender como é que se joga aquilo mas não consigo. Acho que deve ter uma idade máxima para entender certas brincadeiras.

O mais velho preferiu aquilo que eu, só por pura provocação, chamo de "livros de comunista"; e alguns livros de quadrinhos do Laerte.

Já do meu lado, dei preferência para os "livros para ler em avião": Contos, histórias em quadrinhos do Neil Gailman, e um livro de divulgação científica bem interessante, mostrando o lado cientifico da cozinha, "O que Einstein disse a seu cozinheiro"

Já a minha mulher, bem, depois de comprar os presentes para os sobrinhos e a encomenda da mãe dela, fez o seu papel: Controlar as despesas da rapaziada.

Só no final é que nos juntamos para o nosso evento mór de toda bienal: A hora de ir para a fila de autógrafos do Ziraldo. Como todos lá em casa gostamos muito dele (só do livro "Menino Maluquinho" temos uns quatro, e o mais novo ainda comprou a edição em espanhol nesta bienal), é um evento que sempre fazemos juntos.

Desta vez ela conseguiu um lugar bem no começo da enorme fila, e enquanto eu fiquei segurando todas as bolsas e mochilas, ela e as crianças levaram um monte de coisas para ele autografar. Até uma camiseta, que fez o Ziraldo lembrar que não tinha trazido uma caneta para tecido, já que no stand do Pasquim estavam vendendo camisetas. Como a minha mulher é muito prática nestas coisas, ela tinha levado a sua própria caneta de tecidos e acabou deixando-a com ele, que sempre é muito simpático em atender a todas as solicitações.

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15/05/2003

Só mais algumas coisas antes de dormir
Cat.: Fechando o dia

No vôo o comandante fez o tradicional monólogo com os passageiros. Na maioria das vezes esta fala é só para passar detalhes do vôo, como altitude (sempre por volta de 10000 pés), temperatura externa (muito abaixo de 10 graus negativos), e outros detalhes que eu posso muito bem passar sem saber.

Mas hoje teve uma curiosidade. Ele falou "Este final de tarde está muito bonito, e os passageiros sentados a esquerda, poderão observar a Lua". Sei não... Acho que este comandante está meio apaixonado...E eu não pude ver a Lua pois estava do lado direito :(

E já que falei em lua, a esta hora o eclipse já deve ter começado. Fui na janela, e pela posição das cabeças de umas crianças lá embaixo, a Lua deve estar exatamente em cima do prédio e não dá para eu ver. Como estou com sono, acho que quando ela estiver visivel na minha janela eu já estarei dormindo.

Definitivamente, hoje não é o meu dia de ver a Lua.

Ahh, Sabado tem Bienal do Livro. As crianças estão uma excitação só com esta bienal. Até a minha mulher está animada, quer ir bem cedo e pelo que ela falou da programação que quer ver, acho que vai querer ficar até tarde.

Eu é que não estou muito animado. Não pelos livros, que eu adoro, mas sim pelo fato de ter que percorrer aqueles corredores todos.

Estou fazendo planos para pegar uns dois livros, encontrar um canto, sentar lá e ficar com o celular ligado esperando eles me chamarem para ir embora. Só de pensar em andar por três pavilhões do Riocentro meu calcanhar já começa a reclamar.

Acabou que escrevi um monte. Para quem falou que ia sumir um pouco esta semana, é uma boa demonstração de contradição. A Culpa é de um download demorado que está terminando agora.

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Uma curiosidade lá de Divinópolis
Cat.: Coisas curiosas espalhadas pelo Brasil.

Em Divinópolis é editado o "Vossa Senhoria", reconhecido pelo Guinness Book of Records como o menor jornal do mundo. Ele tem 3,5cm de altura e 2,5cm de largura com 16 páginas em média e uma circulação mensal com tiragem de 5000 exemplares. Tem até serviço de assinaturas.


Eu acho que esta em tamanho natural, mas estou sem regua aqui para medir :)


Na semana passada, quando me preparava para ir para Divinópolis, lembrei disso e pensei em arranjar um jornal destes para guardar de lembrança. Mas ontem acabei esquecendo de procurar por ele pela cidade e só lembrei hoje perto da hora de ir embora. Falei com um colega, que ficou de conseguir um exemplar para mim. Se ele esquecer, numa próxima ida ainda este ano (devo ter que ir lá várias vezes), tento encontrar.

Ahh, o "Vossa Senhoria" pode ser pequeno, mas é moderno!!! Tem até site na internet!!!

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E a viagem da semana acabou.
Cat.: Diário de um Nômade

Como falei no post anterior, foi uma viagem cansativa. Não por conta do trabalho, que por sinal correu bastante bem, mas sim pela viagem em si.
Interior de Minas Gerais. Divinópolis. Mais ou menos duas horas de carro de Belo Horizonte. Fui para ficar um dia e acabei ficando dois.

Saindo do Rio na Terça, depois de uma pequena confusão "burrocrática" para ir para o aeroporto, que me fez chegar já em cima da hora do vôo, parei em BH só para dormir. E bem cedo na manhã de Quarta saí para Divinópolis. Um sono no carro, Uma parada em um dos restaurantes de beira de estrada do interior de minas para comer o que? Pão de queijo com café adoçado com rapadura!!! Depois, um pouco mais de sono no carro. Chegando em Divinópolis, ficamos parados numa passagem de nível enquanto passava um dos inúmeros trens de minérios. Trem é mesmo uma constante em Minas. É impossível para mim pensar em Minas sem pensar em trens.

E já que eu vi trens, estradas de ferro, e afins, nada melhor que uma estrada de ferro da minha coleção, que cresce a cada dia :)

"Que ligava Minas, ao porto ao mar, caminho de ferro, mandaram arrancar..."


Do trabalho não vou falar. Só que foi bom.

Divinópolis não é uma cidade tão pequena assim, mas também não é nenhuma Belo Horizonte. Basta falar que cinco minutos depois de ter saido do trabalho, cheguei no hotel (sim!! Cinco minutos. O tempo que se leva em São Paulo para andar duas quadras.)

Não me animei a passear pela cidade. E fazer o que no hotel? Logo ao chegar, vi uma comédia policial que passava na HBO.

A comédia acabou e agora? Acessar a internet? Baixar músicas? Pensei até que não ia conseguir pois tava com toda a pinta de que a conexão telefônica devia ser uma droga. Mas que nada. Meu provedor (uol) tem ponto de acesso lá. A Conexão se comportou bastante bem, com uma velocidade bem razoavel.

Enquanto jantava uma comidinha de hotel de interior de minas (Nem falo o que foi...), baixei os emails, dei uma olhada no Home Banking, e desconectei. Eu não estava com muita vontade de usar micro, internet, etc.

Fui para cama, vi que começou o Jornal Nacional, e só sei que acordei as três da manhã com tudo acesso e o livro que eu estava lendo caido no chão.

E hoje a tarde eu voltei para BH para pegar o avião para o Rio.

E ao chegar em BH, vi uma cena meio terrivel. Um cara estava no alto de um viaduto, com uma faca na mão esquerda, um cigarro na direita, e uma corda amarrada no pescoço, ameaçando se jogar do alto do viaduto. A policia já estava lá, falando com ele, e um caminhão, posicionado estratégicamente em baixo de onde ele estava, para tentar aparar a queda.

De resto não sei o que aconteceu. Passamos pelo engarrafamento que estava se formando, cheguei no aeroporto e fui cuidar das minhas coisas. Só agora lembrei do cara.

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12/05/2003

Esqueci de avisar
Cat.: recados

Que as coisas esta semana vão estar um pouco corridas e complicadas, com uma viagem cansativa demais no meio dela, e só com algum esforço apareço.
E como estou, e sou, meio preguiçoso, fazer esforço não é uma das coisas que sou mais chegado.

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09/05/2003

Lembranças
Cat.: Uma música.

Escutei no rádio ontem, voltando para casa do Aeroporto. Fazia muito tempo que eu não a escutava.
E como eu gostava dela.

Jura Secreta
Sueli Costa - Abel Silva

Só uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que eu não causei

Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada do que eu quero me suprime
Do que por não saber ainda não quis

Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz
Só o que me cega é o que me faz infeliz
É o brilho do olhar que eu não sofri

(Incrivel como uma música, ouvida quase por acidente, faz retornar lembranças de tempos e tempos atrás, e que de outra forma teriam ficado escondidas.)

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08/05/2003

Escrevendo da sala VIP do aeroporto
Cat.: Diário de um nômade

Cheguei ao aeroporto com três horas e meia de antecedência ao vôo. Eu sempre procuro chegar cedo, mas não tanto. Isso ocorreu pelo fato de que era para eu ter ido para casa ontem, mas por força de um reunião meio de emergência (que correu muito boa por sinal), tive que voltar hoje para o Rio.

Ontem o meu vôo seria o que sai daqui de Porto Alegre às 18:00hs, mas hoje este vôo estava completamente lotado, e só tinha vaga no vôo das 21:00hs.
Conclusão: só vou chegar em casa amanhã, uma vez que em função do tempo de vôo, retirada de bagagem, minha natural lerdeza, etc, só devo colocar a chave na porta depois de meia noite.

E a outra consequência é que mesmo saindo no final do expediente acabei chegando cedo no aeroporto.
Fui na loja de jornais e revistas e comprei jornal e revista(que mais podia eu fazer);
Fui no McCafé provar um Mil voltas de canela com chocolate quente. Aprovei o Mil voltas, mas odiei o Chocolate. Aguado e sem gosto. Só podia ser no Mac;
Fui no Banco;
Andei de um lado para outro e nada do tempo passar. Acabei me enfurnando na sala VIP da Varig, que quando entrei estava ótima, pois não tinha ninguem, só eu. Agora jã esta mais cheia e com um burburinho engravatado irritante.

Mas falta pouco para embarcar. Menos de 20 minutos. Melhor ir parando por aqui.

Ahhh, não sem antes mostrar uma prova suprema da especialização.

A que ponto chega a sofreguidão humana pelo prazer...

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07/05/2003

"Pérolas" femininas
Cat.: Um post antigo meu

Como já faz mais de um ano que publiquei estas frases, acho que não tem problema em reproduzir.

"O tabaco mata. Se vc morrer, vc perdeu uma parte importante da sua vida"
(Brooke Shields, em uma entrevista sobre a campanha americana contra o tabagismo)

"Toda vez que eu vejo, na televisão, estas pobres crianças morrendo de fome no mundo, eu não consigo segurar o choro. Quero dizer, eu gostaria de ser tão magra quanto elas, mas sem todas aquelas moscas, a morte e todo o resto..." (Mariah Carey)

"Essa lesma sem escrúpulos merece ser morta a coices por um asno... e eu sou justamente a pessoa indicada pra fazê-lo!"
(Claudia Schiffer, sobre Naomi Campbell)

"Eu não cometi crime nenhum. Tudo o que eu fiz foi não respeitar a lei..."
(Jennifer Lopez, quando detida com Puff Daddy)

"E maravilhoso estar aqui, no grande estado de Chicago!" (Obs: Chicago é uma cidade do estado de Illinois)
(Jennifer Lopez )

"Não é a poluição que agride o meio-ambiente. São todas estas impurezas no nosso ar e na nossa agua que o fazem."
(Pamela Anderson)

"P: Qual país a convidou pra desfilar ?
R: Eu ainda não posso dizê-lo, mas em avant-première, eu posso lhe dizer que se trata de um país brasileiro que se encontra não muito longe daqui."
(Kate Moss)

"P: Se houvesse um holocausto nuclear, qual casal (homem + mulher) vc escolheria pra preservar e multiplicar a raça humana ?
R: O Papa e Madre Teresa de Calcutá."
(Carolina Zuniga, durante concurso de Miss Chile)

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Entrei para a eternidade?
Cat.: um projeto interessante

Já falei hoje sobre o Estadão, mas vou falar novamente, pois ele tem um caderno de informática que dá de mil a zero em outros cadernos de informática. E nesta semana eles falaram de um site que é um velho conhecido meu, mas que acho que é meio desconhecido por aí: O Internet Archive (http://www.archive.org).

Este é um projeto interessante, que se propõe a "criar um grande arquivo do passado digital", armazenando arquivos digitais de diferentes formatos, como páginas web, filmes, textos, softwares e músicas. Eu conheço ele a algum tempo, pois já baixei de lá músicas de shows do Bela Fleck and The Flecktones. São músicas em tamanhos mostruosos, pois não estão em formato MP3. Usam um formato que o pessoal que grava os shows usa, chamado SHN. Mas valeu a pena baixar. Adoro Bela Fleck and The Flecktones.

Com relação as páginas web, eles arquivam páginas desde 1996, e montaram um esquema como uma máquina do tempo, que permite navegar por elas. Detalhes podem ser lidos na reportagem do estadão.

Por curiosidade fui ver se tinha alguma coisa de algum blog meu por lá. E o pior é que tem. Encontrei uma página do primeiro mes do Cassio's, com a primeira template que usei, uma escura, com um azul marinho dominando toda a página. Foi legal ver por lá alguns posts do começo dos tempos (meus é claro). E tinha outras também.

Como a proposta deles é manter as páginas arquivadas indefinidamente, pode ser que lá pelo ano de 2196 alguém leia aquelas besteiras.

Mas não encontrei nenhuma do Porto :(.
Deve ser porque as coisas por aqui estão tão ruins, que eles se recusam a arquivar.

[Atualizando]

Fui informado que já saiu uma reportagem sobre este arquivo de "velharias da internet" no caderno de informática do O Globo. Bem, como eu não li a reportagem citada, fica aqui a do Estadão mesmo.

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06/05/2003

Sanduiche de abacate?!
Cat.: Colunas do Estadão

Ontem a noite, enquanto escutava uma música e esperava o sono chegar, li a coluna do Mattews Shirts no Estado de São Paulo. Eu acho ótimo os colunistas do estadão e o Matttews Shirts é um dos meu preferidos. Na coluna de ontem, "O Sanduíche e a Cultura brasileira", tinha um diálogo muito divertido dele com a mulher, que tomo a liberdade de reproduzir:

"
Entre eles, há pelo menos um que provoca arrepios nos amigos brasileiros - o temível sanduíche de abacate. Sempre que preparo essa iguaria diante de um brasileiro, a discussão é inevitável. Sábado passado não foi diferente.

Montava o sanduíche carinhosamente, com pão integral, alface, cenoura, atum, abacate (dos pequenos), tomate, broto de alfafa e bacon de soja, na mesa da cozinha, próximo à hora do almoço, e me ofereci para fazer outro igual para a Luli, minha mulher. Eis a nossa discussão (sem conclusões ou comentários):

- Obrigada. Vou comer comida.
- E isto não é comida?
- Não, é lanche.
- Tá aí uma coisa que nunca entendi no Brasil. O que distingue a comida do lanche.
- Comida vem no prato e é degustada com garfo e faca. Lanche se come com a mão.
- Pizza é comida, então?
- Não, pizza é pizza.
- É uma outra categoria?
- Claro.
- E beirute?
- Beirute é lanche.
- Por quê? Come-se com garfo e faca, pelo menos quem tem educação.
- É, mas é sanduíche.
- E todo sanduíche é lanche?
- Sim.
- Independentemente do tamanho?
- Independentemente.
- Então quando se diz que o beirute do Frevinho é uma verdadeira refeição...
- É propaganda.
- Ou seja, não tem nenhuma diferença entre um suculento beirute de rosbife e um pacote de batatas fritas - que é lanche também, certo?
- Depende. Se você comer a batata frita com o sanduíche faz parte do lanche. Se você comer só a batata, aí é porcaria.
- Porcaria é uma outra categoria?
- Sim, claro.
- Torresmo, então, é porcaria?
- Não. No prato com a feijoada é comida. Na mesa do bar com cerveja é petisco.
- Se for brasileiro não é porcaria nunca?
- Quase nunca.
- Salsicha é porcaria ou lanche?
- Quase sempre porcaria.
- Mesmo quando é servida no jantar, no prato, com purê de batata, arroz e saladinha?
- Aí é comida.
- Se tem arroz é comida?
- Acho que sim.
- Existe comida sem arroz?
- Existe.
- Qual?
- Ahh, um bife com purê e salada é comida... mas fica faltando alguma coisa.
- O arroz, vai ver.
- Talvez.
- Mas este sanduíche de abacate, tomate, bacon de soja, broto de alfafa, cenoura, alface e atum não é comida.
- Sanduíche de abacate não é comida nem aqui nem na China...
"

[Outras ótimas crônicas dele]

Esta é sobre Aeromoças
E está é sobre os cigarrinhos de chocolate


[Anotação para eu prestar atenção]

Tenho falado tanto de comida por aqui, que daqui a pouco vão pensar que é o blog da Ana Maria Braga.


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05/05/2003

"Vai escrever um post deste tipo de novo?? NÃO!!!"
Cat.: Eu gosto :)

Esta eu vou ter que perguntar para uma amiga minha que estuda filosofia.
A senhora deve estar brincando né? E a senhora também!!!
Será que as aeromoças da Tam participam?
Sei lá quem é ele!
De tanto viajar de avião, vou ter que aprender é a desenrolar para-quedas
Deste assunto, o especialista é o meu irmão. Se o senhor está procurando músicas é claro.

Ehhhh!!!! Parabéns!!! Vai ter festa né?

Por favor!! Não procure isso por aqui!!!

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Notas de uma rotina não rotineira
Cat.: Diário de um Nômade

Quando entro no carro para ir para o Aeroporto, o motorista me sugere ir por um caminho diferente. Segundo ele a Anchieta está meio intransitável ultimamente. Para mim tudo bem, desde que ele chegue ao Aeroporto as 16:00hs. "Tranquilo" me diz ele. Peço para colocar na rádio Eldorado, afinal só assim posso escutar a melhor rádio do Brasil. Ele sintoniza e começa a tocar Roberto Carlos!??! Depois, toca uma sertaneja!!!???!!! mexo na sintonia e começa um blues. Agora sim. Esta é a Eldorado. O rádio dele não está sintonizando corretamente.

Ele vai por um caminho que eu nunca tinha ido. Passa pelo Jardim Zoológico de São Paulo, Simba Safari e pelo Jardim Botânico.
E chega as 15:40

[Pagando contas no Aeroporto]

Dia 05, eu querendo pagar as contas que vencem hoje e o site do banco fora. Só me sobra o auto atendimento que tem no aeroporto. Começo a pagar e o treco está lento que doi. E todos os engravatados na fila começando a ficar agitados. Pago só uma parte e vou tomar café.
Se eles estão estressados, eu não estou. Pago o resto depois. Afinal ainda tenho uma hora até o embarque.

[Observando as coisas na sala de espera]

Depois de folhear o Estadão, com quarenta minutos para esperar, fico olhando as coisas, afinal hoje é segunda feira e a sala de espera de Congonhas nem está tão cheia (fato inédito!) e consigo sentar (outro fato quase inédito!).

Passa uma familia cheia de crianças. Moças bonitas, Moças não tão bonitas.
Uma jovem senhora, bem bonita, está sentado ao lado do marido mal encarado, logo nem dá para olhar muito.
Passa um senhor com uma mala da Pan-am, que pelo aspecto é bem antiga, afinal a Pan-am já faliu faz tempo.
Mas é a bolsa que me faz reparar em dois idiotas. Eles estão sentados juntos e observo que, olhando para todos de cima a baixo, cochicham, com um riso debochado, de todo mundo que passa. Inclusive do senhor com a bolsa da Pan-am. Sem falar das mulheres, que eram "inspecionadas" pela frente (e principalmente por trás).

Mal sabem eles que um outro idiota está só observando, para mais tarde registrar em um blog a idiotice que eles estavam fazendo.

Começo a ficar preocupado, pois sinto que está chegando um sono, e já está quase na hora de chamarem o meu vôo. Resolvo levantar para não correr o risco de cochilar. Tenho que passar perto dos idiotas, que, é claro, olham para mim quando passo.

[No avião]

Como sempre sou um dos primeiros a entrar, me ajeito para uma hora e meia de viagem, com jornais e revistas a mão.
Entra todo mundo, e como é um vôo conjunto Varig - Tam, entram também três aeromoças da Tam a paisana. Bem... Não sei não... Acho que vou começar a voar pela Tam... Ahhh, antes que perguntem, vi que eram aeromoças pelo crachá que elas usavam nas blusas.

O Avião levanta vôo, Leio, e começa o serviço de bordo. Um empadão de... Sei lá o que. Não dá para reconhecer. Só sei que quando abri, vi que o empadão do senhor sentado ao meu lado era maior que o meu. Como não tinha almoçado, penso em reclamar da injustiça do meu empadão, mas quando coloco na boca a primeira garfada, acho melhor ficar na minha e com pena do senhor que tem um empadão maior que o meu para comer.

Na hora de descer, como sempre, sou um dos últimos. Ainda mais quando percebo que as aeromoças da Tam estão lá atrás do avião se ajeitando para descer também.

[No hotel]

Apesar da minha implicância com a cidade, é um bom hotel.

De resto, agora é descansar, escutando a Rádio Eldorado on-line.



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03/05/2003

Novidade
Cat.: bebidas exóticas

Estou bebendo Fanta Morango. Nem sabia que existia isso. Só descobri hoje.
É meio esquisita. Mas não é de todo ruim.
Mas Fanta mesmo é a Fanta laranja ou Uva. O resto é exotismo.

[Atualizando]

Lembrei que comprei hoje também, depois de muito procurar, Manga desidratada. Estas frutas desidratadas são bem gostosas e a manga é uma delícia.
Será que ficaria bom uma Fanta Manga?
Pelo menos o nome seria engraçado.

[Atualizando de novo]

Lembrando da Manga, fui procurar por ela.
-Cadê minha manga desidratada? - falo com a porta da geladeira aberta.
-Está dentro da minha bolsa. Pode pegar - Fala a minha mulher lá da sala.

E eu sou doido de meter a mão numa armadilha que é uma bolsa de mulher? basta amassar um dos inúmeros papeiszinhos (será que está certo este plural?) para causar uma crise de proporções homéricas.

Fico sem comer a manga, mas naquela bolsa não meto a mão.

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02/05/2003

Estradas
Cat.: Ganhando presentes

Obrigado!!! Esta aqui tem o nome de #40. Ela parte da #1, e quando chega na #31, se transforma em #41. Complicado? é assim mesmo. Um dia eu explico.

Junto desta imagem, que vai para a minha coleção de estradas, veio de presente um email e uma outra foto linda, mas esta outra eu guardo só para mim.

E já que falei em estradas, mal acabei de chegar já vou sair novamente depois de amanhã.
Tudo indica que este ano vai ser assim. Na estrada o tempo todo.
Tá certo que são estradas aéreas, mas são estradas.

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| Trecos

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