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31.10.02
Terminando o mês Legado Que lembrança darei ao país que me deu E mereço esperar mais do que os outros, eu? Não deixarei de mim nenhum canto radioso, De tudo quanto foi meu passo caprichoso Eu poderia escolher vários poemas dele para terminar este meu projeto. Mas acho que "Legado" é um dos mais indicados. Nele Drummond faz uma pergunta chave. Uma pergunta que cada um de nós deveria se fazer um dia. Quanto a mim, vou parando por aqui a minha "saga" diária. Foram trinta e um dias de leituras. Trinta e um dias de "preocupação" com qual poema colocar, de escrever alguma coisa, mesmo quando não tinha vontade. Sem falar a preocupação de não faltar nenhum dia. Sei que ninguém se importaria com isso, mas eu sim. E consegui não deixar passar dia nenhum. Gostei muito de ter feito. Pois fui descobrindo algumas coisas que eu não conhecia, relembrando de outras. Não foi muito fácil. Senti vontade de colocar poemas importantes como "A máquina do Mundo", que foi considerado o melhor poema brasileiro do século XX, ou mesmo um poema fantástico como "Especulações em torno da palavra homem". Mas me contive. São poemas complicados, enormes. Fiquei em alguns mais simples e mais adequados ao formato desta mídia Web. Mas já fica aqui a minha recomendação. Agora volto a colocar ele mais esporádicamente, só quando me der na telha. Até porque o Fernando Pessoa e seus múltiplos estão reclamando que não apareceram por aqui nenhum dia este mês. [Esqueci uma histórinha] Dizem que na intimidade era muito bem humorado e brincalhão. Certamente que ia rir muito do que aconteceu no Rio. Ontem foi inaugurada uma estátua no calçadão de copacabana. E aconteceu isso que eu li no O Globo: "Antes de inauguração, a estátua, envolta num plástico da cabeça aos pés, chamou ainda mais atenção no calçadão e pregou uma peça nos policiais do 19 BPM, que passaram via rádio informações sobre ?um indivíduo que poderia estar asfixiado?. " Ancorado por Cassio Silva |
Obrigado Cláudio!!! Drummond Ancorado por Cassio Silva
Caminhos Media in Via Media in via erat lapis Non ero unquam immemor illius eventus Este é aquele famoso poema dele só que em Latim. Já coloquei algumas vezes poemas dele em Latim também, e hoje não podia faltar um. E tinha que ser a Pedra no meio do Caminho. O poema que ele escreveu nos anos 20, e que segundo alguns analistas foi o que mais causou polêmica. Para Drummond era um poema "tão somente de repetição, oito vezes seguida, dos substantivos "meio", "caminho"e "pedra", ligados por preposição, artigos e um verbo" Foi alvo de todo tipo de críticas: "Tem algumas idéias fixas, como a da pedra, que, se é verdade, não chega bem a ser verso", disse um famoso crítico da época chamado Agripino Grieco - alguém lembra deste crítico hoje? Critivavam também o fato dele ter usado "tinha uma pedra", em lugar de "havia uma pedra". Críticas, críticas, críticas.. :) Sempre elas. Drummond pelo visto não ligava para elas. O Roberto Marinho uma vez, cedeu espaço para que Drummond e Vinícius de Morais respondecem a um crítico do jornal que falava mal dos dois. Vinícius estava muito danado da vida com isso, mas Drummond falou para ele "Não bate nele não, fica quieto, deixa pra lá", pois para Drummond, "Quando o crítico é burro, e não entende, não há o que fazer, nem o que responder". Para não ficar só no latim: No Meio do Caminho No meio do caminho tinha uma pedra Nunca me esquecerei desse acontecimento [Atualizando] Pelo que eu vi em alguns blogs, este é um dos poemas mais lembrados dele hoje. Ancorado por Cassio Silva
Agora a pouco eu lia uma edição especial, no site do Estadão, sobre os
100 anos de Drummond. Drummond é um poeta que está mais do que ligado à minha vida, como eu
ao longo deste mês de outubro venho mostrando por aqui. Quando decidi
colocar um poema dele por dia e fazer um pequeno comentário, além da minha
homenagem a ele, quis também mostrar algumas coisas minhas (como se não
fosse isso que faço o tempo todo por aqui), e de como os poemas dele
estavam ligados a estas coisas. Mas agora que chegou o dia, nem tenho muito mais o que falar, afinal
não sou ensaista, não sou crítico literário, não sou acadêmico. Sou um
cara comum, que tem um blog, e que gosta do Drummond. E que um dia, no
final de setembro de 2002, resolveu colocar no seu blog uma homenagem para
ele. Ancorado por Cassio Silva
30.10.02Um nome José E agora, José? Está sem mulher, E agora, José? Com a chave na mão Se você gritasse, Sozinho no escuro
Quando começei o meu "projeto Drummond" aqui no blog, eu não fiz nenhum
planejamento prévio escolhendo este ou aquele poema. A não ser dois deles.
Um eu sabia que não colocaria, apesar de ser um dos mais bonitos e
sentidos dele. Não o colocaria por uma razão pessoal muito forte e que não
vem ao caso explicar. O único que eu sabia que iria colocar, era este de hoje.
"José" José era o nome do meu pai. E eu, que me chamo Cássio, também sou José.
Ancorado por Cassio Silva |
Ele falando: "Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não
considero honesto rotular-se de poeta quem apenas verseje por
dor-de-cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as
forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e
secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação.
" CDA [vale dizer] Este não é o Poema de hoje, até porque não é um poema, certo?? :) Ancorado por Cassio Silva |
29.10.02Eros A Lingua Lambe. A língua lambe as pétalas vermelhas E lambe, lambilonga, lambilenta, entre gemidos, balidos e rugidos
Este poema é do livro "Amor Natural", editado após a morte de Drummond.
É um livro todo de poemas eróticos e todos ótimos. Comprei um exemplar
sábado passado. Me deu vontade de colocar todos aqui. Mas me contive. No ótimo prefácio o Affonso Romano de Sant'Anna fala: "Àqueles que se habituaram a ler suas crônicas ironicamente suaves,
a tê-lo como o velho poeta meio tímido e simpático, este livro pode
incomodar. Soará meio agressive encontrar nos seus versos palavras como
"clitóris", "vagina", "membro", "bunda", "pênis", "vulva", "nádegas" e
"ânus". Mais do que essas palavras, pode incomodar ainda a descrição de
cenas eróticas numa linguagem desnuda. Para esses o livro poderá parecer
pornográfico. Começarão a vislumbrar atrás do pacato e sóbrio poeta um
velho sátiro. Contudo, para aqueles acostumados a uma literatura mais direta e que
cresceram numa sociedade em que o uso do "palavrão" (conceito antigo?)
virou banalidade, soará como real a suspeita do próprio poeta de que não
deveria publicar estes poemas porque podem parecer coisas de jardim de
infância comparados com o que se faz e se ouve por aí" E agora eu falo: Ao longo do ultimo ano venho conversando com pessoas no icq, por
emails, nos comentários, e até em contatos mais pessoais como jantares. Ao
longo deste tempo comecei a pescar aqui e ali a imagem que estava sendo
montada sobre mim. A de um cara legal, calmo, amigão, educado, sensível,
fofo, etc, etc. Se acho que algumas destas imagens são exageradas, também
não acho que eu seja exatamente o contrário. Quem me conhece, e já teve
oportunidade de estar comigo, sabe bem como eu sou. E uma coisa que me
orgulho é não ser falso. Mas foi por força desta imagem, que eu começei a me inibir em escrever
algumas coisas. E erotismo era uma das inibições. Claro que não vou de uma
hora para outra passar a escrever palavrões, pornografia, e agir como um
adolescente cheio de hormônios, pois sou acima de tudo um senhor discreto,
mas quero deixar claro que sou só um cara normal.
Ancorado por Cassio Silva |
28.10.02Mesmo com riscos, é este que vai hoje A Noite dissolve os homens A Noite desceu. Que noite! Aurora,
Não sigo nenhum plano para colocar o Drummond do dia. Simplesmente pego
um livro entre os que eu tenho, e saio folheando ele, percorrendo os
poemas, deixando que a intuição me diga "É este". E hoje não foi
diferente, mesmo sabendo que corro risco colocando este poema aqui. Risco? Sim! Risco de ninguém ler, por ser meio grande ; Mas mesmo assim, eu vi coisas neste poema que me chamaram a atenção,
principalmente depois de ter ficado pensado um pouco hoje a noite, sobre
um passado já não tão recente assim. Eu pelo menos gostei muito de tê-lo
lido. E ele foi escrito por volta de 1940. Ancorado por Cassio Silva |
27.10.02Mineiramente falando Mão Dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Entre eles, considero a enorme realidade. Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
Acho que ele estaria contente. Mas manteria aquele ar mineiro de
desconfiança e discrição. Ancorado por Cassio Silva |
26.10.02Edição extraordinária dedicada ao
Cláudio Inimigo Vou brigar contigo.
Este edição extraordinária foi necessária, pois eu vi o comentário que
o sr. Cláudio Silva deixou aí para baixo, no post misteriosamente em
branco, falando que o Blogger já estava de saco cheio do Drummond. Não era
bem o Blogger não. O Cláudio é quem deve estar de saco cheio, pois como ele não gosta de
ler e nunca tem tempo para isso, este blog estaria cheio de figuras, de
preferência de mulher pelada, e links de sacanagem. Mas eu avisei desde o início que eu ia colocar um post por dia com um
poema do Drummond. De que reclamas então Sr. Cláudio Silva?? Assim, Sr. Cláudio Silva, por sua causa hoje eu coloco dois
poemas e está aí o meu recado: Não apareça na minha frente.
[só situando a figura] Eventuais leitores novos não se preocupem com a violência explícita, pois eu, como irmão mais velho da figura citada, tenho o direito de dar-lhe umas porradas de vez em quando. Ancorado por Cassio Silva |
Uma das minhas maiores dificuldades Acordar, Viver Como acordar sem sofrimento? Como repetir, dia seguinte após dia seguinte, Como proteger-me das feridas Ninguém responde, a vida é pétrea.
Acordar. Esta é uma das minhas maiores dificuldades. Quase sempre sou acordado pela minha mulher, pois se deixar eu vou até
as 11:00, 12:00, tranquilamente. E acordo quase sempre de mau humor. De
preferência não falem comigo antes das 10:00. E quando estou em algum
hotel? Terrivel. Coloco celular para despertar; radio-relógio, se tiver um
no quarto; marco o despertar na recepção. Tudo isso pois estando sozinho,
sei que vai ser impossível acordar sem me chamarem. Mas dormir é fácil. Hoje de madrugada, conversando com a Alê no icq, simplesmente
PINBA! A deixei falando sozinha :( Amanhã é domingo. Dia de eleição. Meu pessoal está super ansioso para
votar. Meu filho já está com uma duzentas estrelas do PT, três colares com
"Foice e Martelo", fora as bandeirinhas, bandanas, faixas de cabelo,
bandeirões, etc, etc. E por estarem ansiosos, querem ir votar logo cedo.
Tentei convencê-los a me esperarem mas a minha mulher falou: "Não quero
votar quando você acordar. Quero votar antes do almoço.". Assim, vou votar sozinho. Ancorado por Cassio Silva |
25.10.02Mais Canções Canção Amiga Eu preparo uma canção Caminho por uma rua Eu distribuo um segredo Minha vida, nossas vidas Eu preparo uma canção
Acho que este foi o primeiro poema do Drummond que eu conheci
"conscientemente". Houve um tempo que eu não ligava para poesia. Pelo contrário, achava
chato demais. Talvez por ser obrigado a ler aqueles poemas chatissimos,
para uma criança, no primário. Talvez nesta fase eu tenha lido alguma
coisa do Drummond, mas entrou pelo olho e saiu pelo ouvido e não se fixou
nada. Com música foi diferente. Sempre gostei. Está certo que tinha um gosto
muito estranho quando menino, mas outro dia qualquer eu falo disso. Um dia eu escutei um LP (sim!!! Era LP ainda!! Não sabe o que é LP??!!!
Um dia também explico isso....). Era do Milton Nascimento e tinha nele uma
música que eu num primeiro instante não gostei. Mas aos poucos eu fui
prestando atenção nela, e vi como era linda, tanto musicalmente, quanto na
letra. E era Canção Amiga. E a letra era do Carlos Drummond de Andrade.
Então fui procurar outras coisas dele e acabei lendo "Poema de sete
Faces". Cai de joelhos e não levantei mais.
[Não quis tirar isso] Espaço reservado para o Drummond de hoje. Ancorado por Cassio Silva |
24.10.02
Uai sô???!!! Outro logo em carreirinha??
Alguns anos vivi em Itabira. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, De Itabira trouxe prendas diversas que ora ofereço:
Eu explico. É que hoje, depois de passar uma temporada ancorado, estou indo para
Minas Gerais. Uma viagem rápida, daquelas de ir e voltar no mesmo dia. E
Ir para Minas tem um problema: na volta é praticamente certo sair atrasado
do aeroporto da Pampulha. O Vôo está marcado para 20:10, mas eu sei bem
que antes das 21:00, 21:30 ou até mesmo 22:00hs, ele não sai. Foi assim
das outras vezes que fui para Minas. Foi assim no dia 18
de Janeiro de 2002, quando era para eu ter saido no mesmo horário de
hoje e só fui sair de lá as 23:15. Eu sou teimoso. Quando encasqueto com uma idéia é fogo. Eu falei que ia
colocar um poema do Drummond a cada dia e não quero correr o risco de não
fazer isso. E para não correr o risco de ficar sem o Drummond de hoje, por
causa de um atraso do vôo da volta, eu resolvi colocar ele agora logo em
seguida ao outro. Ainda mais sabendo que vou passar pertinho da cidade onde Drummond
nasceu. No dia 17/01/2002 eu escrevi um post falando disso e vou misturar
partes dele por aqui. Eu estou indo hoje até Barão
de Cocais. Já sei que vou dar uma parada num restaurante que eu
conheço que fica na estrada, para comer uma comidinha mineira. Nesta
estrada, BR 262, pouco antes do restaurante, tem uma plaquinha indicativa.
Nela uma palavra só : "Itabira". Foi lá que ele
nasceu. Quando eu descobri esta entrada, no dia 18 de Janeiro, eu estava
com outras duas pessoas no carro, mas me deu uma vontade de pedir para o
motorista dar uma entrada naquela estrada que ia para Itabira. Só para
conhecer onde ele nasceu. Mas eu não pude. E nem vou poder hoje de novo.
Não vou ter tempo para isso. A cidade tem espalhada por ela, uma série de placas (43 ao todo), cada
uma com uma poesia de Drummond, sempre relativa a caminhos vivenciados por
ele, formando um trajeto chamado Os Caminhos Drummondianos.
Deve ser uma beleza percorrer estes caminhos. Fica para uma outra vez. Em tempo Barão de Cocais é tão pequeno, que no mapa ai de cima nem aparece. Mas tem a cidade vizinha, Santa Barbara, logo acima de Catas Altas. Ancorado por Cassio Silva |
23.10.02E já que falei de nostalgia Memória Amar o perdido Nada pode o olvido As coisas tangíveis Mas as coisas findas,
Recordar coisas gostosas é muito bom. Pelo menos daqui a alguns anos eu vou ter estas páginas para me ajudar
a lembrar das coisas que estão acontecendo hoje em dia. Vou poder daqui a
dez anos, por exemplo, lembrar que hoje eu fui num dentista e aconteceu
algo inusitado, e que depois fui passear com a minha mulher e meu filho.
Enfim.. Um dia normal, mas com coisas para lembrar. E como não estou deixando escrito aqui as coisas que me aborreceram hoje, daqui a dez anos (ou dez dias), elas não vão mais parecer que existiram, pois eu não vou lembrar delas. Ancorado por Cassio Silva |
22.10.02Ela nunca sai de moda A bunda que engraçada A bunda, que engraçada.
A bunda são duas luas gêmeas A bunda se diverte Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz A bunda é a bunda,
Sempre tive vontade de colocar este poema. E sempre me bateu um pouco
de vergonha de fazê-lo. Afinal, bem...Deixa pra lá. E como estou no "mês Drummond", dá para deixar as inibições de lado e
colocá-lo. Até porque, todo mundo já o conhece mesmo. Já o vi em varios
blogs por aí e não é nenhuma novidade. E o que não falta são bundas nas
tv's e revistas. Ele é um poema simpático, divertido e bonito. Como uma bunda. ps: Ancorado por Cassio Silva |
21.10.02O mais adequado Cota Zero Stop.
É isso. Ancorado por Cassio Silva |
20.10.02Em 42 eram dois milhões de habitantes.. A bruxa Nesta cidade do Rio, Estarei mesmo sozinho? De dois milhões de habitantes! E nem precisava tanto. Em dois milhões de habitantes, Esta cidade do Rio! Companheiros, escutai-me!
Grande?? Sim. Um pouco, e nem é dos maiores. Mas é muito bonito.
Portanto, deixa a preguiça de lado e dê uma lida. Faz assim, não leia agora, já que você está correndo contra o tempo,
pulando de página em página. Copie e cole no Notepad, ou no Word, e salve
ele em disco, e quando chegar aquele momento que dá para dar uma
paradinha, lembre dele, abra o arquivo e leia. Eu acho que você vai
gostar. Além do que, o próprio Drummond pede "Companheiros, escutai-me!". Parece que ele sabia que ia chegar um dia em que as pessoas não teriam mais tempo para ler. Só seria possível passar os olhos. Ancorado por Cassio Silva |
19.10.02Canção O Arco Que quer o anjo? Chamá-la. Que quer a voz? Encantá-lo. Que quer a nuvem? Raptá-lo. Que quer a paixão? Detê-lo. Que quer a canção? Erguer-se Ancorado por Cassio Silva |
18.10.02Quanta diferença... Iniciação Amorosa A rede entre duas mangueiras E como eu não tinha nada que fazer vivia namorando Um dia ela veio para a rede, Depois fui para a cama
Lendo este poema, parece mesmo que ele é de um livro editado em 1930.
Pois como as coisas são diferentes hoje em dia. Mas não são tanto assim. Outro dia mesmo eu vi numa notícia de um
jornal sobre uma prostituta que contaminou com aids um monte de meninos.
Não lembro direito da história, mas foi algo assim. E por que ela
contaminou estas crianças? Talvez porque alguns pais idiotas acharam que
seus filhos tinham que ter uma iniciação sexual com uma profissional.
Triste isso. Drummond colocou como título "Iniciação Amorosa". Por mais que
tenha sido uma ligação carnal, tem um componente amoroso na história do
menino na rede. E na história da prostituta? um componente de ódio. Bem, é isso por hoje. Estou cansado, resultado de um dia complicado na parte da tarde. Agora é descansar um pouco a cabeça escutando um violino tocando junto com um piano. Ancorado por Cassio Silva |
17.10.02.......... Esperteza Tenho vontade de Certo me tornaria Apanharia, sorriria E ela ficaria espantada
Hoje não foi muito fácil decidir qual poema colocar aqui. Eu estava
procurando por algo que pudesse falar por mim, mas não encontrei nada.
Talvez ele não tenha passado por algumas situações. Ou talvez eu não tenha
procurado o suficiente. E na procura, encontrei algumas coisas interessantes, como o poema
"Versos à boca da noite". Começa assim: Sinto que o tempo sobre mim abate Continuei a ler e virei a página. Me assustei. Ele era muito grande. Eu
ia demorar um bom tempo digitando e eu estava querendo fazer outras
coisas. E também ele é muito pesado. Já basta o de ontem. Então achei melhor colocar o poema "esperteza". Pelo menos ali,
ele fala de coisas mais agradáveis. Depois foi outra dúvida. "Que título que eu coloco?? Loura? Não.. Há, deixa sem título. Coloca um monte de pontinhos.... você é chegado mesmo neles...." Ancorado por Cassio Silva |16.10.02Rio de Janeiro, Hoje
Provisoriamente não cantaremos o amor,
Hoje, depois da consulta, dei uma volta pelo shopping onde fica o
consultório. Depois, tentando fazer chover nesta cidade, resolvi levar o
carro para lavar e trocar o óleo. Voltei para casa, fazendo antes uma
parada para um café. Chegando no prédio, passei por alguns vizinhos que
estavam na portaria. Em todos estes lugares, escutei pessoas falando dos
acontecimentos da madrugada aqui no Rio. Na volta para casa, parei em um sinal. Um garoto se aproximou para
pedir esmola. Um adolescente. Normalmente não me preocupo muito com eles,
pois os pedintes costumam ser crianças pequenas. Mas aquele garoto grande
se aproximando, ligou uma chave de medo aqui dentro. Mas ele me
surpreendeu. Levantou a camisa e deu um giro, me mostrando que não estava
armado. Ele deve ter visto o medo na minha cara, ou talvez já faça isso
com todo mundo, pois sabe-se lá o medo que ele deve ter da reação das
pessoas. Pensei em dar algum trocado para ele. Mas eu estava sem nenhum. Os
últimos foram no café. Me senti meio culpado por isto. Fiquei pensando na
velha história (ou lenga lenga) do "problema social" ser causa da
violência. Em seguida bateu a dúvida sobre o que aquele garoto ia fazer
com algum eventual trocado que eu lhe desse. Talvez fosse comprar alguma
droga, e não algo para comer. Ahhh, sei lá.. Tem coisas que doem e cansam só de pensar, e ver, e sentir.... Ancorado por Cassio Silva |
15.10.02
Monólogo O constante diálogo Diálogo com o ser amado
Diálogo consigo mesmo
Escolhe teu diálogo
Mesmo no silêncio e com o silêncio
Começo com uma observação. Eu venho colocando o post "Drummond" como o
último do dia. Como eu não sei se volto aqui hoje, vou colocar como o
primeiro de hoje. Este poema tem uma rápida história. Quando eu reencontrei o livro
"Reunião", conforme contei alguns dias atrás, dentro dele estava uma folha
de caderno com este poema escrito. Não o coloquei antes pois com tantas
coisas que eu já li que são ditas do Drummond, e não o são na verdade,
desconfiei que aquele poema talvez não fosse. Até que confirmei ele ontem
a noite. Mas voltando a folha de caderno, olhei a letra, que me pareceu muito
familiar, mas não reconheci de imediato. Mostrei para a minha mulher que
falou: "Era a sua letra.". Só então eu vi que era mesmo. E
vi como era diferente. Hoje em dia quando escrevo alguma coisa uso teclados de computador e um
editor de textos na maior parte do tempo. Raramente uso papel e lápis (ou
caneta), e quando o faço é para tomar notas de reuniões; necessidades de
usuários, ou situações de erro. E sempre com pressa, rabiscando na maior
parte do tempo. Mas naquela folha de caderno não. A letra estava "calma",
bem desenhada. Não que fosse uma letra bonita, mas era bem legível e para
mim, agradável. Mas o que incomodou um pouco, foi ter vindo à cabeça o cara que
escreveu aquilo um dia. Um cara que não existe mais. Que se modificou e
que hoje esta bem mais "rabiscado" que aquele. Senti saudades dele. Atualizando Eu recebi hoje uma pequena reclamação de uma pessoa, sobre o "excesso"
de Drummond por aqui. É que possivelmente a pessoa não leu o dia 02/10
quando eu falei que iria colocar um poema por dia durante todo o mês de
Outubro, como forma de comemorar o centenário do nascimento do Drummond.
Já respondi o email, mas quis colocar este comentário aqui, pois algumas
pessoas podem também estar achando a mesma coisa. E tudo bem que você goste mais de Vinícius. Eu gosto mais do Drummond
:) (sem brigas, por favor...) E por falar em dialogo, nem tenho feito muito nos comentários. Leio todos, mas estou meio sem tempo para responder. :( Ancorado por Cassio Silva |
14.10.02Mesma coisa Igual-Desigual Eu desconfiava: Todas as mulheres que andam na moda Todas as guerras do mundo são iguais.
Nem ouso alterar nada do que ele falou, mas eu acrescentaria: Todos os dias e noites super quentes são igualmente horríveis. Mas uma coisa não acho muito igual não. Mas falarei disto depois, em
outro canto. Ancorado por Cassio Silva |
13.10.02Hoje não podia ser outro... Oficina Irritada
Podia? De qualquer forma, a irritação já baixou para níveis aceitáveis de
tolerância. Como eu fiz? Vamos ver se eu consigo falar. Primeiro de tudo: Me isolar. Claro que relativamente. Hoje foi
um daqueles dias que eu queria estar num quarto de hotel, sozinho. Mas já
que não foi possível, fiz um isolamento físico "meia-boca". E um
isolamento virtual completo. Se eu não estou bem, não vou passar isso para
as pessoas, irritando-as também. Depois, o tratamento de sempre. E agora, não posso deixar de falar do
sorriso que dei quando vi o comentário que a Midori Elis deixou no post
aí de baixo: "eu fico melhor quando ouço música...". Eu também
Elis! Hoje por exemplo, passei a madrugada, manhã, tarde, baixando umas
coisas. E quando eu escutei duas delas em particular, dei uma boa
melhorada. Duas músicas bem "porrada", daquelas que doem no ouvido. E
quando eu percebi que uma delas começava com a frase que coloquei no post
imediatamente anterior a este, não deu para resistir: "Climb on the
boat, oh friend of mine, and we'll sail away" Para ajudar, recebi uma música calminha.. para fazer contraponto com a
"pancadaria" auditiva das outras. E finalizando os "remédios" músicais,
recebo um email da Pandora falando: "Pode me
mandar aquela música do DMB que voce vive falando? aquela tal quarenta e
um" Claro que teve um pouco de falta de respeito dela, que deveria ter
se referido à música da forma correta: #41. Mas vou dar um
desconto, pois nem iniciada a Pandora é. Mas só o fato dela vir, por livre
e expontânea vontade, procurar pela música já me deixou contente :) E assim aos poucos a irritação diminuiu. Mas não acabou. Ahhh, esqueci de falar que tudo isso foi regado com toneladas de Pepsi Twist (aquela com limão) e um picolé de tangerina (bergamota, mexerica, pocã, etc) também. Ancorado por Cassio Silva |
12.10.02Corpo A Hora Do Cansaço As coisas que amamos, Pensá-las é pensar que não acabam nunca, Começam a esmaecer quando nos cansamos, Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
Nesta "viagem" diária pelos poemas do Drummond, sempre tenho tentado
escrever alguma coisa que esteja relacionado com o poema que eu escolho.
Tem dado certo até agora, mas não sei se vai ser sempre assim. Hoje por exemplo. O que eu podia falar sobre o poema "A Hora Do
Cansaço" ? Que é bonito e triste? Sim. Mas se é bonito e triste, também é
verdadeiro. Quero agora falar do livro Corpo. Não é de hoje que eu gosto de Drummond. Antes de começar a namorar a
minha mulher, há vinte anos atrás, eu já gostava e escrevia poemas dele
para ela e para uma amiga nossa. Não era "chaveco" com elas não, pois
nunca fui de fazer isso. Dava um trabalho danado escrever duas cópias de
cada poema para uma e para a outra. Mas eu gostava de fazer isso. Acabei namorando a minha mulher e claro que não foi por causa dos
"Drummond" que eu dava para ela ler. Acabei ganhando dela dois livros
dele: "A Paixão medida" e "Corpo". E este livro, "corpo", que está agora
na minha mão, tem uma coisa especial: Uma assinatura do
Drummond. Ela passou por uma livraria que estava vendendo vários livros
autografados pelo Drummond. O livro tinha sido lançado recentemente e teve
uma noite de autográfos na livraria. Depois que terminou, Drummond deixou
com o dono da livraria vários exemplares autografados para serem vendidos,
e um deles veio parar na minha mão. Claro que não preciso dizer que este
livro é de estimação. Claro que não tinha nenhuma dedicatória. Nem ao menos escondida como eu costumo fazer de vez em quando. Ancorado por Cassio Silva |
11.10.02Dia da Criança Infância Meu pai montava a cavalo, ia para o campo. No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu Minha mãe ficava sentada cosendo Lá longe meu pai campeava E eu não sabia que minha história
Será que tem uma forma melhor de ser criança do que numa fazenda?
Infelizmente minha infância já foi na cidade, assim como a dos meus
filhos. Eu falei já foi na cidade, pois a do meu pai, foi passada numa
fazenda do meu avô em Minas, que nem cheguei a conhecer. E nem sei direito
esta história da fazenda, nem que fim foi dado a ela. Quem sabe o Claudio
tem mais detalhes. Vou perguntar para ele depois. Amanhã é dia das crianças e vou ter que levar o mais novo no programa
que ele escolher. Até agora, depois de umas dez opções descartadas, quer
ir ao cinema. Eu queria ver Sinais, mas ele escolheu ver o Scooby-Doo.
E lá vou eu, amanhã, assistir este treco. Ancorado por Cassio Silva |
10.10.02Um problema bancário Salário Ó que lance extraordinário:
Este poema é muito divertido, mas muito triste de se ler.
Principalmente no início do mês quando se tem aquele monte de de contas
para pagar. Este lance de depender de salário, é mesmo um calvário. ps. Vou ficar devendo em que livro e ano este poema foi publicado. Estou sem uma das minhas fontes de consulta. Ancorado por Cassio Silva |
9.10.02História Universal Balada do Amor Através das Idades Eu te gosto, você me gosta Virei soldado romano, Depois fui pirata mouro, Depois, (tempos mais amenos) Hoje sou moço moderno,
Este é um poema que eu gosto muito. Ancorado por Cassio Silva |
8.10.02One Sweet World O Sobrevivente Impossível compor um poema a essa altura da evolução da
humanidade. Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais
simples. Um sábio declarou a O Jornal que ainda falta Os homens não melhoram (Desconfio que escrevi um poema.)
Por volta de 1930, ele escreveu este poema. E ali, ele já falava que
"Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.". Já naquela época,
existiam "máquinas terrivelmente complicadas", e de alguma forma já
existia o sexo virtual ("Amor se faz pelo sem-fio") Já se passaram setenta e dois anos. Mudou alguma coisa? Mudar, mudou
sim. Mas não para melhor. Tudo por causa de uma coisa que ele mesmo falou:
"Os Homens não melhoram". E apesar disso, o mundo ainda é azul. Por
enquanto. Mas mudando de assunto um pouco, olhando a frase final do poema
(Desconfio que escrevi um poema), dá para imaginar que no dia que
escreveu isso, ele estava meio sem inspiração. Um pouco como cada um de
nós quando abre o w.Bloggar ou a página do blogger pensando em escrever um
post e as ideias não descem (ou sobem). Mas existe uma grande diferença: Daqui a setenta e dois anos, ninguém
vai estar pegando um post nosso para colocar em uma outra página para
falar alguma coisa sobre ele. Primeiro tem que existir alguém daqui a
setenta e dois anos. ps.: Eu sei, eu sei.. ps.:(2) Não sei onde eu estava com a cabeça quando fiz esta conta: 2002 - 1930
= 71. Ancorado por Cassio Silva |
7.10.02Ressaca Carioca Consolo na Praia Vamos, não chores... O primeiro amor passou. Perdeste o melhor amigo. Algumas palavras duras, A injustiça não se resolve. Tudo somado, devias
Hoje eu quis colocar este poema dele, que foi publicado num livro de
1945, chamado A Rosa do Povo. Quis colocar este poema, principalmente, por causa da primeira estrofe:
"Vamos, não chores... A infância está perdida. A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu." Acho que alguns de nós estão (estamos)
precisando de uma lembrança desta. E afinal (e no final), fica sempre a pergunta: E o Humour? Ancorado por Cassio Silva |
6.10.02Final de Domingo Poema que aconteceu Nenhum desejo neste Domingo A mão que escreve este poema
Eu vou colocar este poema dele aqui hoje. Primeiro porque é Domingo.
Segundo porque hoje os homens (e mulheres é claro) de certa forma pararam
para acompanhar os resultados das eleições. E para muitos que vão
acompanhar a apuração, o domingo não terá fim.. Mas uma coisa eu não concordo com o poema do Carlos não. E também, porque neste domingo em particular, nesta hora que estou colocando este poema, ainda se juntou um desejo em especial: Que possamos votar num segundo turno para governador, aqui no Rio. Ancorado por Cassio Silva |
5.10.02Estrela? Estrela! Castidade O perdido caminho, a perdida estrela Não me arrependo do pecado triste Mas certamente pecarei de novo De novo a estrela brilhará, mostrando
Bem. Em épocas como a nossa, poemas como este podem ser lidos por
diversos ângulos. (que besteira que eu falei. Qualquer poema pode ser
lido por diversos lados, em qualquer época.) Eu, quando vi este poema ontem tive um rápido arrepio. Me lembrei de duas pessoas, e dei
para elas este poema. Fiz isso motivado pelo impacto da coincidencia de
ver as estrelas nele colocadas pouco depois de ter acabado de ver as
estrelas por elas faladas em posts. E depois eu fiquei lendo ele. E vi que ali tinha um monte de coisas
sendo ditas. E até agora, ainda não terminei de ler. Ele fala por exemplo em caminho. Ancorado por Cassio Silva |
E se ele fosse vivo? Em quem iria votar? Depois do quase atropelamento da <censurado>, digo, da
Garota, eu fui no tal shopping. Queria passar na livraria e comprar um
livro do Drummond. Tem vários que eu não tenho. Mas lá não tinha nenhum.
Semana que vem eu vou na FNAC.
Lá eu sei que tem. Mas surgiu uma pequena polêmica aqui em casa agora a noite. Eu levantei
a questão: "Em quem o Drummond votaria se fosse vivo?". Minha mulher não tem dúvida em quem: "- No Lula, afinal Drummond era comunista. -Disse ela Já já eu coloco o poema de hoje. Para quem não acompanhou desde o início do mês, eu estou colocando um poema do Drummond a cada dia durante o mes de Outubro. Em homenagem ao centenário do seu nascimento. Ancorado por Cassio Silva |
4.10.02Pai, O que é volapuque? Poema da necessidade É preciso casar João, É preciso salvar o país, É preciso estudar volapuque, É preciso viver com os homens,
Quando eu li o poema acima para o meu filho menor ontem a noite, ele me
fez a pergunta que eu coloquei lá no título. - Pai, o que é volapuque? Nós começamos a falar de outras coisas, como a Caixa de CD's com toda a
coleção da Superinteressante que eu dei para ele, e que ele adorou, e
acabei esquecendo do tal volapuque. Agora a pouco lembrei dela novamente.
E nada melhor para descobrir o que significa uma coisa, do que ir ajoelhar
lá no altar de São
Google. Descobri um artigo do Otto Lara
Resende, onde ele explica o significado : Quase simultaneamente abriu-se em Brasília um congresso
internacional de esperanto, que se pretende uma língua capaz de levar-nos
todos de volta à véspera da Torre de Babel. O seu engenhoso inventor, o
médico polonês Zamenhof, teve mais sorte do que outros colegas de utopia
idiomática. O volapuque, por exemplo, que é outra tentativa de
comunicação universal, também do século XIX, mal passou de seu criador, o
padre alemão Martin Schleyer. No Brasil, já teríamos perdido a memória da
simples existência do volapuque, se não fosse um verso de Carlos
Drummond de Andrade. Aprendido então o que é o tal Volapuque, vou para casa, pois estou com fome e quero ver se pego ele ainda acordado para explicar. Se é que ele ainda lembra da pergunta que me fez. Ancorado por Cassio Silva |
3.10.02Reunião Mas a melhor coisa de terem desencavado aquela montoeira de livros
velhos, foi que a minha mulher achou no meio deles, e me "deu de
presente", o livro "Reunião - 10 livros de poesia" do Carlos
Drummond de Andrade, que reúne 10 dos livros de poesia dele. Eu julgava perdido este livro. Pensava que tinha emprestado para alguém
e não lembrava para quem. Procurei por ele nas livrarias há tempos atrás e
não encontrei. Acho que saiu de catálogo. Uma edição comemorativa do
centenário, reunindo toda a poesia foi lançada mas achei muito caro. Agora
nem esta eu encontro encontro mais. Pelo menos eu reencontrei o meu "Reunião". Reencontrei, não! Ganhei de
presente :) Sweet Home Quebra-luz, aconchego. Como estou bem nesta poltrona de humorista inglês. O jornal conta histórias, mentiras... Ora afinal a vida é um bruto romance Mas surge o imenso chá com torradas,
Ancorado por Cassio Silva |
2.10.02Comemoração No dia 31 de Outubro próximo, será comemorado o centenário de
nascimento do Carlos
Drummond de Andrade, o meu poeta preferido, como é de conhecimento de
todos. Como eu poderia comemorar? Mas eu sou só um analista de sistemas. Escrever um programa, ou mesmo
um sistema, que levasse o nome dele, não seria nem um pouco
interessante. Mas eu tenho um blog. Portanto pensei, "Porque não colocar um poema
dele a cada dia do mês de Outubro?" Já que eu tenho mania mesmo de
colocar poemas por aqui, é isto que vou fazer. Já coloquei um ontem. Claro
que muita gente não gosta de poemas; que vão aparecer poemas que são muito
conhecidos e que todo mundo já leu mais de trezentas vezes. Mas vai ser
uma forma deu me lembrar dele a cada dia, e reler a sua obra também. Hoje vou colocar um pequeno, pois já "falei" muito (até um
pequeno conto eu me atrevi a escrever, coisa que nunca tinha feito antes.)
Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento, [Descobri ele em latim também!] Bis Gemina Chorea lohannes ardebat Theresiam quae ardebat Raymundum lohannes ad Status Foederatos fecit iter, Theresia ad
claustrum, [cometi uma falha] Não citei a origem do poema em Latim. Ancorado por Cassio Silva |
1.10.02Este foi o Primeiro dele Poema de sete faces Quando nasci, um anjo torto As casas espiam os homens O bonde passa cheio de pernas: O homem atrás do bigode Meu Deus, por que me abandonaste Mundo mundo vasto mundo Eu não devia te dizer
Ancorado por Cassio Silva | |
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